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Política

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No Rio, Lula cobra investigações contra ministros do STF e punição para culpados

24 set 2026 - 15h58
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Resumo
Em comício no Rio de Janeiro, o presidente Lula cobrou investigações e punições contra ministros do STF para afastar suspeitas sobre a Corte, após revelações de escândalos envolvendo magistrados e banqueiros. O petista também atacou a oposição bolsonarista, atribuindo a ela desvios no INSS, a criação do maior esquema de corrupção financeira do país no caso Master e a tentativa de privatizar terrenos da União pela PEC das praias, afirmando que o país disputa entre "a democracia ou a barbárie".

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cobrou, nesta quinta-feira, 24, investigações contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Citou casos de "putarias", mas não mencionou o nome de nenhum dos ministros. Na semana passada, foram reveladas mensagens que indicam um suposto encontro do ministro Kassio Nunes Marques com uma garota de programa bancado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

"Quero saber quem participava das putarias deles. Era muita coisa errada, era muita festa, gente que vinha do estrangeiro. E cada vez aparece um nome de uma pessoa. Essa gente precisa ser investigada, porque a gente não pode permitir que a Suprema Corte brasileira fique sob suspeita. A verdade tem que vir a público. Vamos deixar todo mundo ser investigado para que a gente possa punir de acordo com o crime que cometeram", disse o petista durante comício em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

Lula repetiu o discurso de que a direita bolsonarista (citada pelo presidente como "eles") criou "um banqueiro que praticou a maior corrupção na história financeira desse País" e que foi o seu governo o responsável por prendê-lo. Falou que o processo do caso Master "está só começando".

Também tentou creditar aos bolsonaristas os desvios no INSS: "Estamos brigando contra um time que tentou roubar a Previdência Social desse País."

Lula afirmou que seus opositores querem "entregar as nossas riquezas". Citou uma proposta que ficou conhecida como PEC das praias, que tinha como objetivo transferir a propriedade dos chamados terrenos de marinha (faixas de 33 metros de largura ao longo de toda a costa brasileira), que hoje pertencem à União, para Estados, municípios e donos particulares ou ocupantes. A proposta era relatada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato atualmente à Presidência da República.

O presidente falou que "o que está em jogo é a democracia ou a barbárie" e voltou a dizer que "não olho o partido do prefeito" para enviar recursos do governo federal.

As declarações de Lula foram feitas em comício em São Gonçalo, ao lado do candidato ao governo do Rio pelo PSD, Eduardo Paes, do candidato no Rio pelo PSD ao Senado, Pedro Paulo, e da candidata do PT ao Senado, Benedita da Silva.

Estadão
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