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Política

Mulher de operador da Conafer passa mal e depoimento na CPI do INSS é interrompido

Ingrid Pikinskeni Morais Santos não soube explicar enriquecimento de Cícero Marcelino de Souza Santos e afirmou que marido era consultor 'da vida'

23 fev 2026 - 20h11
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BRASÍLIA - A CPI do INSS encerrou o depoimento de Ingrid Pikinskeni Morais Santos, mulher de Cícero Marcelino de Souza Santos, operador financeiro da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) antes do previsto nesta segunda-feira, 23. Ela chorou enquanto respondia a perguntas do relator da comissão, o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), sobre a relação dela com a entidade, uma das envolvidas no esquema de descontos ilegais de aposentadorias.

Ingrid Pikinskeni Morais Santos foi atendida por uma equipe médica enquanto prestava depoimento à CPI do INSS
Ingrid Pikinskeni Morais Santos foi atendida por uma equipe médica enquanto prestava depoimento à CPI do INSS
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Presidente do colegiado, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), interrompeu a sessão para que ela fosse atendida por uma equipe médica. Um laudo ainda será emitido, mas o parlamentar já confirmou que a depoente não falará mais ao colegiado.

Ingrid recebeu repasses de Cícero Marcelino, alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Os valores eram oriundos de descontos associativos efetuados pela Conafer. No Congresso, ela afirmou não conhecer a origem dos recursos e acreditar que seu marido era um empresário bem-sucedido.

Perguntada se não estranhou o enriquecimento repentino do cônjuge e sobre a origem da renda dele, ela disse: "Consultoria, administrativo. Ele sempre foi vendedor".

Gaspar questionou o fato de Cícero Marcelino não ter formação superior. "Ele ia prestar consultoria do quê?", perguntou. A depoente respondeu: "Da vida". Nas duas perguntas seguintes, ela usou o direito ao silêncio, mas o fez com a voz embargada. Viana, então, interrompeu o depoimento, que não foi retomado.

Estadão
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