Motta e Alcolumbre prometem 'diálogo' e desejam sucesso a Gleisi na articulação do governo Lula
Presidente nacional do PT foi indicada por Lula para substituir Alexandre Padilha na Secretaria de Relações Institucionais
BRASÍLIA - Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foram comunicados nesta sexta-feira, 28, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a escolha da nova ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR).
A petista assumirá a articulação política no dia 10 de março, em substituição a Alexandre Padilha, que comandará a Saúde.
No X (antigo Twitter), Hugo Motta afirmou ter boa relação com a deputada na Câmara e desejou que Gleisi tenha sucesso no comando da articulação política do governo.
"Recebi ligação do presidente Lula comunicando a indicação da deputada Gleisi para o cargo de ministra das Relações Institucionais. Sempre tive boa relação com ela no Parlamento. Desejo pleno êxito na nova função e continuaremos o diálogo permanente a favor do Brasil", disse.
Recebi ligação do Presidente @LulaOficial comunicando a indicação da deputada @gleisi para o cargo de Ministra das Relações Institucionais. Sempre tive boa relação com ela no parlamento. Desejo pleno êxito na nova função e continuaremos o diálogo permanente a favor do Brasil.
— Hugo Motta (@HugoMottaPB) February 28, 2025
Em nota, Alcolumbre também desejou sucesso para Gleisi, no que chamou de "importante missão de dialogar com o parlamento".
"Fui comunicado pelo presidente Lula sobre sua decisão em nomear a deputada federal Gleisi Hoffmann para o cargo de Ministra das Relações Institucionais. Desejo muito sucesso nessa importante missão de dialogar com o Parlamento. Em nome do Congresso Nacional, reafirmo nosso compromisso em trabalhar sempre em defesa do Brasil", afirmou Alcolumbre.
Em uma reviravolta, Lula convidou Gleisi para comandar a Secretaria, que é estratégica para o governo. Caberá a Gleisi, por exemplo, negociar os repasses das emendas parlamentares, pivô de uma crise entre Planalto, Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Em Brasília, Gleisi é considerada uma política de perfil mais combativo do que de articulação. Presidindo o PT desde 2017, ela colecionou respeito de aliados, mas também conflitos com forças políticas que hoje fazem parte da oposição ao governo Lula.
Por outro lado, interlocutores da nova ministra afirma que, apesar da postura militante, ela cumpre os acordos que se dispõe a participar e é conhecida por ser direta nas negociações. Para eles, a boa relação com Motta, destacada pelo presidente da Câmara, será um trunfo na nova fase da articulação política.
Gleisi vai substituir o ministro Alexandre Padilha, transferido para o Ministério da Saúde no lugar de Nísia Trindade, demitida da Esplanada na terça-feira, 25, após ser fritada por aliados de Lula.
No mês passado, Lula conversou com Gleisi em duas ocasiões sobre a ida dela para a Esplanada. Como mostrou o Estadão, o convite inicial havia sido para ela assumir a Secretaria-Geral da Presidência, que cuida dos movimentos sociais, no lugar de Márcio Macêdo. Mas, nos últimos dias, Gleisi externou a sua preferência pelo comando da articulação política.
Essa não é a primeira vez que Gleisi será ministra. Entre junho de 2011 e fevereiro de 2014, ela foi chefe da Casa Civil no primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).