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Política

Moraes é primeira autoridade de país democrático enquadrada na Lei Magnitsky; veja outros punidos

Sanção anunciada pelo governo americano nesta quarta-feira, 30, só havia sido usada contra autoridades de regimes ditatoriais, integrantes de grupos terroristas, lavadores de dinheiro e assassinos em série

30 jul 2025 - 15h17
(atualizado às 16h41)
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Com o anúncio do governo dos Estados Unidos enquadrando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na Lei Magnitsky, na tarde desta quarta-feira, 30, essa se torna a primeira vez que uma autoridade de país democrático é punida pela lei.

Desde a semana passada, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que tem trabalhado ativamente nos Estados Unidos contra os interesses econômicos brasileiros e a soberania nacional, vinha afirmando que sanções também poderiam atingir os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve o visto revogado pelos Estados Unidos na semana passada.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve o visto revogado pelos Estados Unidos na semana passada.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

A afirmação de Eduardo estenderia os ataques americanos contra os Poderes brasileiros também ao Legislativo, do qual o próprio filho de Bolsonaro faz parte.

Até o momento, a norma só havia sido aplicada para violadores graves dos direitos humanos, como autoridades de regimes ditatoriais, integrantes de grupos terroristas e criminosos ligados a esquemas de lavagem de dinheiro e de assassinatos em série.

Entre os casos emblemáticos estão:

  • assessores diretos do príncipe Mohammed bin Salman, da ditadura da Arábia Saudita, responsabilizados pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi;
  • o ditador da Chechênia, Ramzan Kadyrov, acusado de execuções extrajudiciais; integrantes de grupos terroristas do Iraque e do Afeganistão;
  • dirigentes do Partido Comunista Chinês punidos por comandar políticas de repressão sistemática no país.

Na América do Sul, foram punidos:

  • membros de facções criminosas com conexões no Brasil;
  • envolvidos em lavagem de dinheiro e evasão de divisas;
  • o ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes, punido após deixar o cargo, sob a acusação de envolvimento em esquemas de corrupção e lavagem de recursos.
Estadão
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