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Política

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Moraes bloqueia R$ 6 bilhões e cancela passaportes de advogado investigado com Flávio Bolsonaro

Ministro também determinou quebra de sigilo e pediu que bancos informem quais usuários movimentavam contas vinculadas a Willer, para verificar vínculos de Flávio; defesa de advogado classificou medidas de 'desproporcionais' e nega que senador fosse usuário de sua conta

23 out 2026 - 22h06
(atualizado às 22h21)
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Resumo
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, bloqueou R$ 6 bilhões, cancelou passaportes e quebrou os sigilos fiscal e bancário do advogado Willer Tomaz e de suas empresas. A Polícia Federal apura se contas de Tomaz ocultavam patrimônio e lavavam dinheiro para o senador Flávio Bolsonaro, sob suspeita de que o parlamentar seria usuário master de uma das contas. Em resposta, a defesa do advogado classificou as medidas como desproporcionais e negou qualquer movimentação financeira de Flávio nas contas.
Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro dizem publicamente que são amigos
Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro dizem publicamente que são amigos
Foto: Reprodução/X

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de bens e sequestro de R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz, alvo de investigação por suspeitas de lavagem de dinheiro para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A decisão do ministro foi proferida nesta sexta-feira, 23, dias após virem a público informações sobre movimentação financeira bilionária de Willer Tomaz em apostas esportivas. Além dos bloqueios de bens, Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do advogado, sob argumento de que ele viajou para o exterior após se tornar alvo de investigações da Polícia Federal.

O ministro também determinou a quebra dos sigilos bancários e fiscal de Willer Tomaz e de suas empresas, incluindo a Alcazar Holding, e pediu para que as instituições bancárias informem todos os correntistas vinculados a essas contas.

Essas medidas foram determinadas para verificar se o senador Flávio Bolsonaro efetivamente era usuário de contas bancárias vinculadas ao advogado. A investigação da Polícia Federal teve acesso a e-mails nos quais uma funcionária de Willer pede a uma instituição bancária que Flávio fosse descredenciado do perfil de "usuário master" de uma dessas contas.

Uma das suspeitas da PF era que as contas do advogado serviam para ocultar patrimônio e lavar dinheiro para o senador, por isso as medidas foram determinadas.

Em nota, a defesa de Willer Tomaz classificou as medidas de "desproprocionais" e disse que Flávio nunca movimentou as contas dele.

"As determinações contra o advogado Willer Tomaz são desproporcionais e escancaram uma *fishing expedition* em pleno período eleitoral. A investigação nasceu da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS, com as quais Willer não tem qualquer relação. Sem encontrar nada que o ligasse ao esquema, passou a vasculhar indiscriminadamente sua vida pessoal e profissional em busca de qualquer pretexto para a devassa. O bloqueio de até R$ 6 bilhões é uma cifra aleatória, sem correspondência com seu patrimônio. A suspensão de todas as suas empresas impõe punição antecipada, sem acusação, processo ou condenação. É falsa a informação de que Flávio Bolsonaro seria "usuário master" de conta da Alcazar. Os dois são amigos, e um nunca movimentou recursos do outro. Não por acaso, uma decisão sob sigilo chega à imprensa a menos de 48 horas do segundo turno. A defesa tenta ter acesso", afirmou a defesa.

Estadão
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