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Mãe de Ana Clara senta ao lado de Alckmin no debate da Globo

Cristiane Gomes da Silva demonstrou apoio à candidatura de Lula; Flávio Bolsonaro fez parte da defesa do PM acusado do crime

23 out 2026 - 21h55
(atualizado às 22h04)
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A mãe da menina Ana Clara Gomes Machado, morta em 2021 por um policial militar, no Rio de Janeiro, acompanhará o debate dos presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), promovido pela TV Globo, nesta sexta-feira, 23. Nas imagens da emissora, Cristiane Gomes da Silva aparece na primeira fila, ao lado do candidato à vice-Presidência Geraldo Alckmin (PSB).

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O caso voltou à tona neste mês, após ser citado pelo presidente e candidato à reeleição petista, tanto na campanha, quanto no debate ocorrido no último domingo, 18, na Band. Na ocasião, Lula questionou seu oponente sobre seu envolvimento na defesa de Bruno Dias Delaroli, PM acusado pelo homicídio. 

Cristiane Gomes da Silva ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB)
Cristiane Gomes da Silva ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB)
Foto: Reprodução/TV Globo

O senador rebateu a acusação, argumentando que não se deveria criminalizar o exercício da advocacia. "Nem teve julgamento e você condenou o cara", respondeu.

Entenda o caso Ana Clara

Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, morreu em 2 de fevereiro de 2021, após ser atingida por disparos de fuzil enquanto brincava na porta de casa, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O policial militar Bruno Dias Delaroli foi denunciado pelo Ministério Público, acusado de efetuar os disparos.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) integrou a equipe de defesa do policial e assinou, em 2024, um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a decisão de levar Delaroli a júri popular. O policial chegou a ser preso em flagrante, mas ainda não havia sido julgado.

O caso foi citado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate de 18 de outubro, quando questionou Flávio sobre a atuação na defesa do policial. O senador respondeu que o adversário tentava criminalizar o exercício da advocacia e antecipar uma condenação. "Nem teve julgamento, você já condenou o cara", afirmou.

Na quinta-feira, 22, Lula voltou a abordar o assunto durante uma transmissão ao vivo com o deputado André Janones (Rede-MG) e a atriz Camila Pitanga. O presidente chamou Flávio de "cúmplice" do assassinato e o acusou de tentar impedir que a origem do disparo fosse identificada. A acusação foi feita pelo petista, sem apresentação de provas na transmissão.

Fonte: Portal Terra
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