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Política

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Ministro do TSE determina derrubada de informação falsa veiculada no canal 'Tropa do Flávio'

Áudio do senador eleito Gustavo Gayer dissemina informação falsa de que mesários votam em Lula após encerramento do horário de votação

23 out 2026 - 19h46
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Resumo
O ministro do TSE Ricardo Villas Bôas Cueva ordenou que a Meta remova do WhatsApp um áudio com informações falsas divulgado no canal "Tropa do Flávio", sob pena de multa de R$ 100 mil por hora. Na gravação, Gustavo Gayer mentia ao dizer que mesários votaram em Lula no lugar de eleitores ausentes, convocando fiscais para o PL. Cueva atendeu parcialmente a uma ação da chapa de Lula, mantendo o canal ativo, mas alertando que novas infrações contra o processo eleitoral levarão à suspensão da página.

BRASÍLIA - O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, determinou a derrubada de um áudio com informação falsa publicado no canal de Whatasapp "Tropa do Flávio". Na mensagem, o senador eleito Gustavo Gayer afirma que mesários teriam votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva por pessoas que não foram às urnas. Em seguida, convoca apoiadores para atuarem como "fiscais de urna". A mentira foi divulgada às 11h43 desta sexta-feira, 23.

Na decisão, o magistrado determina que a Meta, dona do aplicativo, retire o conteúdo, estabelece multa de R$ 100 mil por hora em caso de descumprimento da decisão e cita a proximidade do pleito ao justificar a cobrança por celeridade.

"A divulgação dessa narrativa às vésperas do segundo turno, em ambiente de ampla circulação e acompanhada de estímulo expresso ao compartilhamento, evidencia risco concreto de propagação de desinformação sobre a regularidade dos trabalhos eleitorais", diz a decisão.

A medida atende parcialmente a pedido da chapa de Lula, que defendeu a derrubada do canal. Villas Bôas Cuêva indeferiu esse pedido, por considerar medida drástica, mas ordenou a retirada do áudio. Também fez alertas de que, se novas informações forem veiculadas, o canal pode ser derrubado.

"Advirto que a persistência ou a reiteração das condutas ilícitas, inclusive mediante a divulgação de novos conteúdos que atentem contra a integridade do processo eleitoral, poderá ensejar a reavaliação das medidas ora adotadas e, presentes os respectivos pressupostos legais, a suspensão temporária do canal, nos termos do art. 33-G da Res.-TSE nº 23.610/2019, independentemente da necessidade de prévia adoção de outras providências."

A mensagem de Gayer convocava os apoiadores do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência.

"Eu peço para que vocês que estão aqui na tropa do Flávio se cadastrem como fiscais de urna [...] Se nós tivermos, dois milhões de fiscais espalhados pelo Brasil, nós podemos garantir que não vai ter mesário votando no lula depois das cinco horas", diz o áudio.

Logo depois, foi enviado um link para uma página chamada "Fiscais do PL", em que os apoiadores podem se voluntariar na iniciativa. Para isso, preenchem nome e dados pessoais, como telefone e CPF.

Estadão
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