Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

Publicidade

Milei comemora liderança de Flávio contra Lula no 1º turno; Netanyahu também se manifesta

Presidente da Argentina posta foto de Lula detido e imagens com Flávio e Jair Bolsonaro: 'Por ele hoje'

4 out 2026 - 18h01
(atualizado em 5/10/2026 às 08h36)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O presidente argentino Javier Milei e o premiê israelense Benjamin Netanyahu celebraram a liderança de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Lula no primeiro turno presidencial. Milei fez postagens atacando o petista e apoiando o senador, enquanto líderes da direita regional também manifestaram respaldo. Diante do cenário, o Palácio do Planalto monitora o risco de Milei contestar um eventual triunfo de Lula e avalia com cautela a postura neutra adotada pelo presidente norte-americano Donald Trump.

BRASÍLIA - O presidente da Argentina, Javier Milei, antagonista ideológico do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comemorou neste domingo, dia 4, o desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL), que superou o adversário no primeiro turno.

Milei parabenizou Flávio pela eleição "histórica" sobre o "comunista" no Brasil.

"O continente americano pertence a cidadãos que querem viver em liberdade", afirmou o argentino.

Javier Milei na convenção nacional do PL com Flávio Bolsonaro
Javier Milei na convenção nacional do PL com Flávio Bolsonaro
Foto: Taba Benedicto/Taba Benedicto/Estadão / Estadão

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, também afirmou nesta segunda-feira, 5, que espera a vitória de Flávio no segundo turno da eleição presidencial brasileira. "Espero restabelecer a extraordinária amizade entre Israel e Brasil. Desejo a você uma grande vitória, meu amigo", escreveu Netanyahu em uma publicação no X.

Ao longo do domingo, Milei fez publicações em série nas redes sociais defendendo uma vitória do aliado e candidato de oposição no Brasil. Milei publicou no dia da votação brasileira mensagens chamando o aliado do PL de "fenômeno" e republicou fotos de Jair Bolsonaro e a mensagem: "Que as forças do céu estejam com vocês".

"Por ele hoje", diz uma das publicações com Milei ao lado de Flávio e uma montagem com Jair Bolsonaro, ex-presidente preso e condenado por tentativa de golpe de Estado.

Milei também celebrou a vitória de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo no primeiro turno. O governador se reelegeu sobre Fernando Haddad (PT).

Ele também publicou uma foto de Lula detido e fichado pelo DOPS, a polícia política do regime militar. E outra abraçado a Jair Bolsonaro.

Ao chegar para votar, no Rio, Flávio disse a uma TV argentina: "Viva la Libertad, Carajo", bordão político de Milei.

Publicações de Javier Milei contra Lula e a favor de Flávio Bolsonaro no 1º turno
Publicações de Javier Milei contra Lula e a favor de Flávio Bolsonaro no 1º turno
Foto: Reprodução/@javiermilei / Estadão

O presidente argentino já havia expressado desejo de mudança no poder no Brasil e de derrota de Lula, a quem chamou de corrupto, ladrão e comunista, reiteradas vezes. Ele compareceu pessoalmento a atos da campanha de Flávio Bolsonaro e atacou Lula, ato que abriu uma crise e levou ao rebaixamento das relações diplomáticas entre os países, como reação do Itamaraty.

Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que Milei deve ser um dos únicos presidentes da região a se insurgir contra o resultado, caso Lula se reeleja.

Eles veem como ainda incerta o comportamento de Aberlado de La Espriella, da Colômbia. Em mensagem no X, Espriella celebrou a performance de Flávio Bolsonaro no primeiro turno.

Os demais presidentes de direita de países vizinhos, porém, devem reconhecer o resultado, segundo preveem interlocutores de Lula.

Eles contam que a Presidência da República espera retribuição ao suporte institucional prestado por Lula e o reconhecimento de seus triunfos recentes, em que pese terem derrotados aliados do petista.

Isso valeria para José Antonio Kast, do Chile, Keiko Fujimori, do Peru, Rodrigo Paz, da Bolívia, Daniel Noboa, do Equador, e Santiago Peña, do Paraguai.

Ex-presidentes da direita regional sul-americana, como Iván Duque (Colômbia) e Tuto Quiroga (Bolívia) também se manifestaram a favor de Flávio e ressaltaram a institucionalidade democrática "impecável".

"Esperamos que em nossa região reine a transparência, sem Lava Jato nem corrupção; e que a liberdade se imponha ao 'Socialismo XXI'. Força Bolsonaro no 2º turno", escreveu Quiroga.

"O Brasil é fundamental para o presente e o futuro da América Latina", afirmou Duque.

Há uma incógnita em Brasília sobre qual seria a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caso haja uma vitória de Lula, sobretudo, com placar apertado.

Nos últimos dias, Trump evitou se posiconar em apoio claro a Flávio Bolsonaro, mesmo quando questionado, e disse apenas que acompanhava de perto e com atenção as eleições no País.

Lula buscou reforçar a interlocução direta com Trump e pediu que ele não se intrometesse, apesar de o governo já ter denunciado antes ingerência eleitoral americana. O Planalto ficou convencido de que teria conseguido evitar uma declaração pessoal de Trump.

Existe uma preocupação nos bastidores do governo a respeito do efeito na sociedade brasileira de um eventual silêncio vindo de Washington, de um não reconhecimento explício ou do endosso de Washington a possível questionamento de derrota por parte de Flávio Bolsonaro (PL).

Para minimizar os efeitos, interlocutores de Lula passaram a dizer que uma manifestação americana, por parte de Trump, não mudaria nada. Mas houve esforço institucional do Itamaraty e do Tribunal Superior Eleitoral em reforçar as missões de observação eleitoral, a fim de minimizar questionamentos ao sistema de votação eletrônica.

Nos últimos dias, o irmão do presidenciável do PL Eduardo Bolonaro, ex-deputado cassado e condenado por coação, publicou manifestações de apoio internacional de Flávio e disse que teria ao menos seis declarações.

Mas apenas de ex-líderes menos expressivos, como a ex-presidente interina da Bolívia Jeanine Añez e do ex-presidente interino e ex-primeiro-ministro da Coreia do Sul, Hwang Kyo-ahn, ambos políticos conservadores.

Estadão
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra