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Política

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Michelle critica decisão de Moraes sobre visitas a Bolsonaro e aponta prejuízo à campanha

Segundo a assessoria da candidata ao Senado, o pedido feito a Moraes não foi atendido; ministro autorizou visitas em dois dias da semana e não a permanência dos familiares

11 set 2026 - 23h29
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Resumo
A assessoria de Michelle Bolsonaro criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes que restringiu as visitas a Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, a dias e horários específicos. A defesa solicitava a permanência contínua de parentes para cuidar do ex-presidente, alegando que a limitação prejudica a campanha de Michelle ao Senado pelo DF. Bolsonaro cumpre pena após condenação pelo STF a mais de 27 anos por tentativa de golpe de Estado e outros crimes contra o patrimônio público.

A assessoria de comunicação de Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, divulgou hoje, 11, nas redes da candidata, uma nota que critica a decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre visitas permanentes de parentes a Jair Bolsonaro (PL).

A manifestação afirma que a medida não corresponde ao pedido feito e é muito restritiva. "Com essa decisão, os atos de campanha da candidata ao Senado Federal continuam restringidos e prejudicados", afirma a nota.

Segundo a nota, o pedido feito ao ministro era pela autorização da permanência de parentes de Michelle na residência onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.

Os familiares ficariam responsáveis por cuidar de Jair Bolsonaro durante a ausência de Michelle, especialmente, para a agenda de campanha.

Alexandre de Moraes, no entanto, permitiu que os familiares fizessem visitas às quartas-feiras e aos sábados em faixas de horário da manhã ou da tarde. As condições obedecem aos padrões do estabelecimento prisional ao qual o ex-presidente está ligado, o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF, em setembro de 2025, a 27 anos e 3 meses por organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União. Ele cumpre pena em prisão domiciliar em condomínio no Distrito Federal.

Estadão
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