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Política

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MG: no rádio, Cleitinho mira custo de vida; Patrus, experiência; e Kalil, imagem de gestor

28 ago 2026 - 10h06
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Resumo
Na estreia da propaganda eleitoral no rádio em MG, os candidatos ao governo adotaram estratégias distintas: Cleitinho focou na redução do custo de vida, Patrus Ananias apostou na educação e experiência, e Kalil ressaltou seu perfil de gestor. Já Mateus Simões defendeu a continuidade da gestão Zema, enquanto Flávio Roscoe enfatizou sua bagagem empresarial ao lado de Flávio Bolsonaro, e Gabriel Azevedo buscou se posicionar como uma alternativa diferente perante os concorrentes.

No primeiro dia de propaganda eleitoral no rádio, veiculada na manhã desta sexta-feira, 28, os principais candidatos ao governo de Minas Gerais adotaram estratégias distintas para se apresentar ao eleitorado.

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) buscou reforçar a imagem de candidato identificado com o povo e crítico aos custos pagos pelos mineiros, enquanto o deputado federal Patrus Ananias (PT) apostou na experiência e na educação como marcas de sua trajetória política. Já Alexandre Kalil (PDT) relembrou a passagem pela Prefeitura de Belo Horizonte para se apresentar como um gestor que "faz".

Cleitinho aposta em discurso contra o custo de vida

Líder nas pesquisas de intenção de voto, Cleitinho iniciou sua propaganda reagindo diretamente ao imbróglio em torno de sua candidatura ao Palácio Tiradentes. "Sou sim, sou candidato a governador. Fizeram de tudo para mim (sic) desistir, mas eu estou aqui. E quem está aqui é você, é o povo", afirmou.

Com 1 minuto e 7 segundos de inserção, o senador utilizou a maior parte de seu tempo para construir uma imagem de candidato voltado às dificuldades cotidianas da população. Ele classificou saúde, segurança e educação como "obrigação" e prometeu reduzir o custo de vida.

"O que eu quero fazer aqui é diminuir o custo da vida do povo mineiro e combater todas as injustiças. Como o IPVA, que você paga um dos mais caros do Brasil, eu te faço uma pergunta: você tem estrada? É como sua conta de água. Você paga por tratamento de esgoto. Você tem tratamento esgoto? É como sua conta de energia, que é uma das mais caras do Brasil e você paga mais por taxa, por imposto, do que o próprio consumo. O que eu quero fazer aqui é menos Estado e mais povo, e o povo primeiro", disse.

Patrus não aparece em inserção

Em sua primeira propaganda eleitoral, o candidato do PT, Patrus Ananias, não apareceu e deixou que dois apresentadores fossem responsáveis por apresentar sua trajetória política, com foco na sua experiência como prefeito de Belo Horizonte em relação à educação.

A abertura se deu justamente com um trecho de um discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a área: "Eu quero que você saiba por que eu tenho obsessão pela educação. É porque eu não tive chance de estudar. Eu quero que todo mundo tenha chance de estudar".

Ao longo da inserção, o destaque foi ao Orçamento Participativo, implantado durante a gestão de Patrus na capital mineira. O programa foi usado como símbolo da administração do petista e contou com um depoimento de uma eleitora que atribuiu a construção de uma escola municipal ao mecanismo.

Kalil recupera imagem de gestor

Com apenas 34 segundos de propaganda, Alexandre Kalil (PDT) optou por uma mensagem curta e direta. O candidato abriu sua fala dizendo que seu tempo era reduzido porque seria "ruim de conchavo" e aproveitou os segundos disponíveis para se apresentar como um político de ação.

Para isso, Kalil recorreu à sua experiência como prefeito da capital mineira: "Fui prefeito de Belo Horizonte e aprendi que fazer é muito melhor do que falar. Não prometi hospital, mas eu fiz. Não prometi posto de saúde, mas fiz. Não prometi grandes obras e fiz. Agora, é pra fazer por Minas".

O pedetista também criticou a atual situação do Estado, que, segundo ele, está marcada pela dívida crescente, "caos" na saúde e insegurança. "Não dá pra arriscar, é hora de experiência e conhecimento. Menos conversa e mais ação", concluiu.

Simões aposta em continuidade

Detentor do maior tempo de propaganda, 2 minutos e 46 segundos, o governador Mateus Simões (PSD) usou sua inserção para se apresentar como responsável pela continuidade da gestão de Romeu Zema (Novo), atual candidato à Presidência e de quem foi vice.

Simões fez um balanço da gestão e buscou contrapor a situação encontrada quando Zema assumiu o comando do Estado com o atual momento de Minas Gerais.

"Recuperar Minas deu muito trabalho, mas isso nunca foi problema, porque de trabalhar, mineiro gosta. E foi assim que a gente devolveu o dinheiro dos municípios em acordos de quase R$ 14 bilhões. Depois foi ter coragem pra dizer não pra mordomias, não pra ineficiência, não pro desperdício. E o dinheiro que ia pro ralo, passou a ir pro cidadão", destacou.

Roscoe explora experiência empresarial e proximidade com Flávio Bolsonaro

O candidato do PL, Flávio Roscoe, apostou na apresentação de sua trajetória empresarial e à frente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) como principal credencial para disputar o governo.

Ele admitiu que ainda é pouco conhecido e procurou preencher esse espaço com resultados obtidos na gestão do Sistema S, especialmente na expansão do número de alunos do Sesi e do Senai. Roscoe também destacou sua vinculação à campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL), a quem chamou de "próximo presidente da República".

Talvez você ainda não me conheça, por isso quero que conheça minha história e minha experiência. Prazer, eu sou Flávio Roscoe, estou junto com Flávio Bolsonaro, porque Minas merece mais", finalizou.

Gabriel Azevedo tenta se vender como diferente

Já o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) concentrou seus poucos segundos de propaganda na tentativa de se apresentar como "diferente" dos demais nomes ao Palácio Tiradentes.

"Nessas eleições, ser diferente é ser o candidato que se preparou de verdade. É ser candidato por ter um plano para Minas Gerais. E não só para aumentar o poder desse aqui à esquerda ou desse aqui à direita. (...) Talvez você ainda não me conheça, mas votando em mim, você vai estar votando no diferente", declarou o emedebista.

Estadão
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