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Mesa Diretora da Câmara cassa mandato de Paulo Maluf

Deputado federal foi condenado em maio de 2017 pelo STF por crime de lavagem de dinheiro

22 ago 2018
12h03
atualizado às 12h19
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A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou nesta quarta-feira, 22, a cassação do mandato do deputado Paulo Maluf (PP-SP) , como determinado pela Justiça.

  O deputado federal paulista Paulo Maluf
O deputado federal paulista Paulo Maluf
Foto: Agência Brasil

Após uma breve reunião na casa do presidente da casa Rodrigo Maia (DEM-RJ), o corregedor parlamentar da Câmara, Evandro Gussi (PV-SP), comunicou a decisão por unanimidade dos quatro membros da Mesa que estava presentes. Além de Maia, participaram a deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), Dagoberto Nogueira (PDT-MS) e Andre Fufuca (PP-MA).

Gussi disse que o descumprimento de uma decisão judicial seria uma ofensa ao Estado de Direito, embora, houvesse o entendimento de que a decisão deveria ser levada ao plenário. Gussi disse que não cabe recursos para Maluf recorrer.

Mais cedo, a deputada Mariana Carvalho disse que não cabiam mais prazos no caso, discutido pela Mesa Diretora na semana passada. Havia um consenso de cassar o mandato. No entanto, o advogado de Maluf, Antônio de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que o parlamentar deveria apresentar sua renúncia até esta semana e a Mesa resolveu esperar essa decisão.

Maluf foi condenado em maio de 2017 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de lavagem de dinheiro a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão e atualmente cumpre prisão domiciliar.

De acordo com o advogado de Maluf, Marcelo Turbay, o deputado avisou a defesa que, se decidisse pela renúncia, iria comunicá-la diretamente ao presidente da Câmara. "Ele se resguardou comunicar diretamente ou não, com o mínimo de exposição", disse. Diante do cenário, os advogados decidiram não participar da reunião da Mesa Diretora desta quarta.

Ainda segundo Turbay, caso a Mesa decida pela cassação do mandato, a defesa irá recorrer da decisão. "Ainda vamos analisar as possibilidades. Somos contrários, como deixamos claro desde o início e com toda a transparência para a própria Mesa".

Estadão

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