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Política

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Lula vota e diz que Brasil não vai para frente com venda de armas, milicianos e escândalo Master

Presidente e candidato à reeleição votou em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e disse que este domingo é 'dia glorioso para o Brasil'

4 out 2026 - 09h57
(atualizado às 10h15)
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Resumo
Ao votar em São Bernardo do Campo, o presidente Lula criticou o armamento, milícias e escândalos financeiros, defendendo reformas política e no Judiciário. Empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro segundo a Quaest, o petista definiu a disputa como uma escolha entre democracia e barbárie, manifestando confiança na vitória e convocando a população às urnas. A reta final da eleição mais desinteressante da redemocratização foi marcada pela alta rejeição de ambos e ausência em debates cancelados.

BRASÍLIA E SÃO PAULO - O presidente da República e candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à disputa ao Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse neste domingo, 4, que o Brasil não vai avançar no que a população necessita com a facilitação de venda de armas, sob o domínio de milicianos nem com a "orgia" da "quadrilha" envolvida com os escândalos do Banco Master. Ele falou também em "promiscuidade política" ao defender reformas tanto no sistema político quanto no Judiciário.

"O Brasil não irá para frente facilitando a venda de armas. O País irá para frente facilitando a distribuição de livros didáticos nas escolas. Não iremos para frente com o miliciano, não iremos para frente com essa orgia que se faz em torno da quadrilha do Banco Master", afirmou a jornalistas, após votar em um colégio de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

"Não é possível continuarmos com a promiscuidade política que este País está", continuou Lula. "E não é possível não mudarmos o critério da escolha do Poder Judiciário. Tenho que chamar jurista, pessoas que conhecem o mundo do Direito, para a gente escolher um critério para escolher quem vai para a Suprema Corte", afirmou.

Pesquisa Quaest divulgada neste sábado, 3, mostra Lula com 46% dos votos válidos, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 45%. O cenário é de empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais.

O petista afirmou ainda que este domingo é um "dia glorioso para o Brasil" e disse que a eleição representa a escolha de um projeto para o País. Segundo ele, os eleitores decidirão entre "o fortalecimento do regime democrático ou a barbárie", bem como entre "o desenvolvimento e o atraso" e entre "o crescimento econômico e o retrocesso".

"Estou muito confiante. Não só pelo governo que fizemos, mas pelo trabalho que realizamos durante a campanha", afirmou. O presidente acrescentou que acredita ter ampla participação eleitoral em todo o território nacional e declarou estar "certo" de que vencerá a eleição.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva votou na Escola Estadual Dr. João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva votou na Escola Estadual Dr. João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo.
Foto: Werther Santana/Estadao / Estadão

O candidato também ressaltou a importância da participação popular no pleito. "O fato concreto é as pessoas se mobilizarem democraticamente", disse, ao defender o comparecimento às urnas inclusive de eleitores com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo.

Desde a redemocratização, esta é a campanha que menos interesse desperta nos eleitores. O presidente e Flávio Bolsonaro apresentam alto índice de desaprovação no eleitorado, cada um deles na casa dos 45%.

Os lances derradeiros da corrida presidencial mostraram intervenções de ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com canetadas em cima da hora que levaram a TV Globo a cancelar, na quinta-feira, 1º, o último debate do primeiro turno entre os candidatos ao Palácio do Planalto. Lula e Flávio não participaram de nenhum debate.

Estadão
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