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Lula pede desculpas aos policiais e manda recado a Bolsonaro

"Se preparem porque alguém bem melhor que esse presidente vai ganhar as eleições", disse o ex-presidente em ato neste domingo, 1º de maio

1 mai 2022 16h37
| atualizado às 17h17
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Após uma gafe cometida ontem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou seu discurso no evento em comemoração ao 1º de maio, organizado pelas centrais sindicais na praça Charles Miller, no Pacaembu, na Zona Oeste de São Paulo, com um pedido de desculpas aos policiais brasileiros. No sábado, 30, Lula disse que Bolsonaro "não gosta de gente, gosta de policial" e foi atacado por adversários nas redes sociais.

Hoje, Lula disse que, na verdade, queria dizer que Bolsonaro gosta "de milicianos". Ao falar sobre os policiais, disse que eles "muitas vezes cometem erros, mas muitas vezes salvam muita gente do povo trabalhador". "E nós temos que tratá-los como trabalhador. Eu escolhi o mês dos trabalhadores para pedir desculpas aos policiais que por acaso se sentiram ofendidos com o que eu falei ontem", afirmou Lula.

Em outro momento, Lula ressaltou que alguém ‘bem melhor’ do que Jair Bolsonaro (PL) irá ocupar a cadeira de presidente do Brasil. "Se preparem porque alguém bem melhor que esse presidente vai ganhar as eleições e vocês vão ser convidados a sentar na mesa e restabelecer as condições de trabalho para resolver a vida dos trabalhadores”, disse Lula. 

Lula faz gesto com as mãos imitando um coração durante discurso em ato, em comemoração ao 1º de maio.
Lula faz gesto com as mãos imitando um coração durante discurso em ato, em comemoração ao 1º de maio.
Foto: Ronaldo Silva / Futura Press

Apesar de não falar sobre a sua candidatura de forma explícita, por questões legais, Lula também relembrou o legado dos seus governos e reconheceu os desafios, principalmente no âmbito econômico, que o País enfrenta.  “Vamos pegar um país destruído, mas tenho certeza que da mesma forma que vocês ajudaram a gente a construir o Brasil, vão fazer de novo. Vamos chamar o povo para dizer o que precisamos fazer, porque quem sabe o que o Brasil precisa é o povo”, concluiu. 

Com informações da Carta Capital.

Estadão
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