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Política

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Lula faz campanha na Bahia e evita questionamentos sobre ação de Lulinha em seu governo

Presidente participa de ato político ao lado de governador do PT e ex-líder do partido ligado a Master

28 ago 2026 - 17h06
(atualizado às 17h42)
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Resumo
Em ato de campanha em Salvador com aliados petistas, o presidente Lula cancelou a entrevista à imprensa e evitou questionamentos sobre seu filho Fábio Luís e a lobista Roberta Luchsinger. Em pronunciamento, o mandatário focou na exaltação de realizações do seu governo, como investimentos do PAC e expansão universitária na Bahia, além de criticar a gestão Bolsonaro e defender o avanço tecnológico e industrial do país antes de participar de uma caminhada.

SALVADOR - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta sexta-feira, 28, de ato político de campanha na capital da Bahia. O petista desfila em carro aberto ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição. No mesmo carro está o ex-líder do PT no Senado Jaques Wagner, que deixou o cargo após ter seu nome envolvido com o Banco Master.

Antes do evento, a equipe de campanha avisou que Lula iria dar uma entrevista junto com os demais candidatos que o apoiam na Bahia. A entrevista acabou não acontecendo.

Ao invés de responder perguntas de jornalistas, o presidente fez um pronunciando com elogios ao seu próprio governo em que listou as ações que fez em benefício da Bahia, como a criação de instituições de ensino superior.

Lula em pronunciamento na Bahia, com Jaques Wagner ao fundo à esquerda
Lula em pronunciamento na Bahia, com Jaques Wagner ao fundo à esquerda
Foto: Reprodução via Youtube / Estadão

Lula acabou evitando perguntas sobre as ações de seu filho Fábio Luís e da lobista Roberta Lechsinger no governo petista.

Na noite de quinta-feira, em sabatina na TV Globo, Lula havia declarado que não conhecia a lobista, nunca havia se encontrado com ela. Há, no entanto, inúmeras fotos em redes sociais postadas por Roberta ao lado de Lula. A assessoria do presidente chegou a divulgar uma nota nesta sexta-feira tentando remendar a declaração afimando que o fato de tirar foto ao lado de alguém não é prova de ligação porque o petista participa de muitos eventos públicos.

Lula em ato político em Salvador ao lado do governador Jerônimo Rodrigues
Lula em ato político em Salvador ao lado do governador Jerônimo Rodrigues
Foto: Reprodução via Youtube / Estadão

"O presidente Lula é uma figura pública que, ao longo de sua trajetória e especialmente em campanhas e agendas públicas, é abordado por inúmeras pessoas para registros fotográficos. A existência desses registros não significa relação pessoal, profissional ou política. Foi esse o sentido da resposta dada pelo presidente na entrevista ao Jornal Nacional: Lula não mantém qualquer relação com Roberta Luchsinger e nunca teve interlocução com ela", diz a nota.

Durante o pronunciamento em Salvador, Lula afirmou que foi até a Bahia para participar de um ato das campanhas petistas para ajudar nas eleições para o governo de Jerônimo Rodrigues, e ao Senado de Rui Costa (PT) e Jaques Wagner. Lula disse o evento não foi feito para discursos, e sim para uma "caminhada pela liberdade". Liberdade é, também, o nome do bairro em que ocorre o evento.

"Sou um homem de debate, decidi trabalhar por nossos candidatos a governador e ao Senado", afirmou. Lula criticou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmando que, em 2023, ele tirou o Brasil de uma "lama". Segundo ele, a ida para a Bahia serve para mostrar os feitos do governo local para os eleitores do Estado.

Sobre economia, o presidente disse também que recebeu um déficit fiscal de 2,8% e, agora, entrega um orçamento com superávit de 0,1%.

Lula destacou que 20 dos 24 campi universitários baianos foram feitos durante as gestões petistas e que o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinou R$ 112 bilhões ao Estado, sendo que R$ 52 bilhões já foram executados. Os recursos restantes, segundo o presidente, serão executados até 2029.

O presidente também destacou os planos de governo dele para a área de tecnologia, mirando minerais críticos e afirmou que é preciso formar profissionais na área. O presidente disse ter o desejo de produzir carros, baterias, chips e celulares no Brasil. Ele também destacou a importância da aprovação do PL do Redata, previsto para a semana que vem no Senado, que pode atrair R$ 500 milhões em investimentos.

"Não queremos apenas exportar minerais, queremos transformá-los em produtos no Brasil", disse.

Ao final do discurso, Lula se despediu e convidou os presentes a participarem com ele de uma caminhada no bairro da Liberdade, em Salvador. "Beijo no coração, depois vocês perguntam", disse o presidente.

Estadão
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