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Política

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Lula e Flávio estão empatados com 42% no 2º turno, diz Quaest

28 set 2026 - 10h36
(atualizado às 11h45)
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Resumo
Pesquisa Quaest aponta empate técnico de 42% entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial. No primeiro turno, o petista reassumiu a liderança isolada com 39% contra 34% do senador. O crescimento de Lula é impulsionado pelo avanço entre eleitores católicos e evangélicos, além do apoio popular a medidas recentes do governo, como o reajuste do Bolsa Família, a proibição das apostas online e a oferta de emagrecedores pelo SUS. A desaprovação a Lula recuou para 49%.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador ‌Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados com 42% das intenções de voto em um eventual segundo turno entre ambos na eleição presidencial do próximo domingo, mostrou pesquisa Quaest divulgada pela GloboNews nesta segunda-feira.

Na pesquisa anterior da Quaest, divulgada há uma semana, Flávio tinha 42% e Lula aparecia com 41%. Os dois candidatos seguem em empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais da pesquisa.

Ainda na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, o percentual de eleitores que declara voto ⁠branco ou nulo ou que não irá votar soma 13%, ante 14% uma semana atrás, ao passo que os indecisos se ‌mantiveram em 3%.

De acordo com o levantamento desta segunda, Lula lidera o primeiro turno com 39% da preferência do eleitorado, enquanto Flávio soma 34%. Na semana passada, o petista tinha 37% ante 33% do senador de oposição. Com isso, o ‌empate técnico que havia também no primeiro turno deixa de existir e ‌Lula volta a liderar a primeira rodada de votação, marcada para o próximo domingo.

Nenhum outro candidato ultrapassa a marca ⁠de 4% no primeiro turno. Votos brancos e nulos e eleitores que dizem que não votarão somam 10%, ante 7%, e indecisos são 5%, ante 8%.

A pesquisa mostrou ainda aprovação do eleitorado a três anúncios recentes feitos pelo governo Lula: o reajuste de 15% no valor do benefício do Bolsa Família, a edição de uma medida provisória proibindo as bets, as casas de apostas online, e a intenção de fornecer canetas emagrecedoras gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Em relação ao aumento do ‌Bolsa Família, a Quaest apontou aprovação de 59% entre os entrevistados. Além disso, na simulação de segundo turno entre Lula e ‌Flávio, o petista ganhou 3 pontos percentuais ⁠entre os beneficiários do programa, ⁠chegando a 59% nesta faixa do eleitorado, ao passo que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro perdeu 3 pontos, ficando agora ⁠com 27% neste grupo.

Sobre a proibição das bets, anunciada por Lula na ‌sexta-feira, dia seguinte ao início da pesquisa, ‌a Quaest apontou aprovação de 62%. Já em relação à intenção de fornecer canetas emagrecedoras no SUS, a aprovação medida foi de 58%.

RELIGIÃO

A pesquisa apontou ainda, no cenário de primeiro turno, que a intenção de voto em Lula entre os católicos aumentou em 5 pontos percentuais, para 48%, ao passo que Flávio ganhou 2 pontos percentuais ⁠neste segmento, para 29%. Com isso, a vantagem de Lula sobre Flávio entre os católicos subiu 3 pontos percentuais em uma semana, para 19 pontos percentuais.

O movimento acontece após ganhar força nos últimos dias nas redes sociais a narrativa de que Flávio e seus aliados defenderiam a retirada de Nossa Senhora Aparecida do posto de Padroeira do Brasil. Negado pelo candidato, o boato teve origem em uma proposta de lei neste sentido ‌de 2007, de autoria de um parlamentar bolsonarista, que foi posteriormente arquivada. Além de negar a intenção de destituir Nossa Senhora Aparecida, Flávio acusou, sem provas, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de estar por trás da disseminação ⁠deste boato. A CNBB negou a acusação em nota.

A Quaest apontou que Lula também ganhou terreno entre os evangélicos, embora Flávio ainda tenha liderança neste grupo. O petista ganhou 4 pontos percentuais, para 27%, enquanto o senador perdeu 3 pontos, para 46%. A vantagem de Flávio neste segmento caiu 7 pontos percentuais neste segmento, para 19 pontos.

Evangélico e com aliados entre as principais lideranças dessa denominação religiosa, Flávio disse durante a campanha que, se eleito, um de seus primeiros atos seria declarar que "o  Brasil pertence a Nosso Senhor Jesus Cristo". A fala foi relembrada nos últimos dias por adversários do senador na tentativa de apontar que, como presidente, ele priorizaria os evangélicos em detrimento de outras denominações religiosas, como os católicos.

O levantamento da Quaest apontou ainda que a avaliação negativa do governo Lula está em 41%, ante 42% há uma semana, enquanto a positiva soma 34%, ante 33%, e os que veem o governo como regular se mantiveram em 23%.

Já sobre a desaprovação a Lula alcança 49%, ante 50%, enquanto a aprovação está em 46%, ante 44%.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 24 e 27 de setembro.

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