Lula diz que 'se Flávio apresentar um documento autorizando quebrar o sigilo vai ter debate'
Ao falar sobre o debate da TV Globo, marcado para sexta, presidente afirma que 'presidente da República não pode debater com ladrão'
Em ato de campanha, o presidente Lula condicionou sua ida ao debate da TV Globo à autorização de Flávio Bolsonaro para a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, chamando o adversário de "ladrão". A campanha petista protocolou no TSE a liberação dos próprios sigilos e de seus familiares nos últimos oito anos, mas atrelou a divulgação à concordância do senador em fazer o mesmo com seus dados e de sua família. O desafio já havia sido feito anteriormente, mas Flávio não o confirmou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta terça-feira, 20, que o adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), só poderá participar do debate da TV Globo se apresentar um documento autorizando a quebra de seus sigilos. Ao cobrar a medida, o petista chamou o senador de "ladrão".
"Se ele apresentar um documento autorizando quebrar o sigilo vai ter debate, porque senão ele não pode ir ao debate. Porque um presidente da República não pode debater com ladrão", declarou.
Lula discursou em um ato de campanha que reuniu apoiadores na ponte sobre o Rio São Francisco, entre Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). Participaram da agenda o governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o senador eleito pela Bahia Rui Costa (PT).
A declaração ocorreu após a campanha do presidente protocolar nesta terça-feira, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma autorização para a divulgação dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lula e de seus familiares. O documento condiciona a liberação das informações à concordância de Flávio em fazer o mesmo em relação a si próprio e à sua família.
A autorização abrange os últimos oito anos e prevê a publicação dos dados no sistema DivulgaCandContas, do TSE, ou em outro site de acesso público. A petição contém uma declaração formal do presidente, ainda sem as informações bancárias, fiscais e telefônicas.
No caso de Lula, a medida alcançaria também a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, e seus cinco filhos. Em relação a Flávio, o desafio inclui a esposa, Fernanda Bolsonaro, os pais, Jair e Rogéria Bolsonaro, e os irmãos Carlos (senador eleito por Santa Catarina), Eduardo e Jair Renan (deputado federal eleito por Santa Catarina).
O desafio foi lançado pelo petista durante o debate Band/Estadão no domingo, 18. Na ocasião, Flávio ironizou a proposta e não confirmou se autorizaria a divulgação das informações.
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