Lula diz que fiscalizará entregas de maneira mais rígida: 'Quem não quiser fazer, cai fora'
Declaração foi feita na reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética, nesta sexta-feira
O presidente Lula anunciou que fiscalizará rigorosamente os prazos e entregas de seu governo, cobrando empenho da equipe. A declaração ocorreu na reunião do Conselho Nacional de Política Energética, na qual foram aprovadas 18 diretrizes para guiar a transição energética do país até a COP-32. Além disso, Lula revelou a criação de um conselho voltado a minerais críticos e terras raras, visando transformar o Brasil em uma potência econômica independente de potências como China e Estados Unidos.
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em reunião nesta sexta-feira, 6, que irá fiscalizar mais de perto as entregas do executivo no seu próximo mandato. "Quem não quiser fazer, cai fora, porque o Brasil não pode esperar", disse.
"A partir de além da Casa Civil, o Lulinha (se referindo a ele próprio) vai ser fiscal, sabe? Do cumprimento de cada coisa que a gente aprovar. Aprovou uma, eu quero saber a data de entrega, quero saber quanto tempo", afirmou ao fim da reunião.
A fala foi feita na reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética, na qual ele citou os planos para a área nos próximos anos e relembrou de descobertas feitas em seus mandatos, como o pré-sal e a Margem Equatorial.
O presidente também citou a decisão de criar um conselho para os minerais críticos e terras raras e afirmou que o plano é fazer com que o Brasil se torne uma potência econômica, sem depender da China ou dos Estados Unidos.
Na reunião, foram aprovadas 18 diretrizes para orientar o caminho do Brasil para fazer a transição rumo ao fim do uso de combustíveis fósseis. A meta é que este mapa da transição seja concluído até a COP-32, que acontecerá na Indonésia.
Entre as diretrizes estão, por exemplo: transição justa como vetor de desenvolvimento, vulnerabilidades e resiliência do país, metas climáticas nacionais e compromissos internacionais, participação social, transparência e monitoramento, segurança energética e resiliência, impactos e capacidades do setor energético.
A resolução também estabelece a criação de um grupo de trabalho interministerial, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), com participação da Casa Civil da Presidência da República, do Ministério da Fazenda e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
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