Meta diz ao TSE que posts de Lula alcançaram 1,5x mais pessoas do que os de Flávio no Instagram
A Meta negou ao Tribunal Superior Eleitoral favorecer conteúdos de Flávio Bolsonaro no Instagram, em resposta a questionamentos da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. A empresa informou que as postagens de Lula alcançaram 1,5 vez mais pessoas em 24 horas do que as de Flávio, e que o alcance geral entre governo e oposição foi equilibrado. A plataforma reiterou que não recomendou candidatos e que variações de público decorrem de estratégias digitais e do engajamento dos próprios seguidores.
A Meta apresentou uma manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira, 6, negando o favorecimento de conteúdos ligados a Flávio Bolsonaro (PL) na campanha eleitoral deste ano. O TSE vem pedindo esclarecimentos à empresa após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apontar que os conteúdos favoráveis ao petista tinham menor alcance no Instagram.
Segundo a empresa, o conteúdo publicado pelas contas da campanha de Lula no Instagram, durante o período de propaganda eleitoral, alcançou 1,5 vezes mais pessoas no prazo de 24 horas do que os conteúdos das contas de Flávio.
Além da comparação entre contas registradas pelas campanhas no TSE, a Meta também apresentou uma análise mais ampla de contas ligadas à base governista e à oposição. Nesses casos, sustenta a Meta, o número de pessoas que visualizaram conteúdos do governo e da oposição foi quase equivalente - as visualizações de conteúdos contra Lula foram 1,13 maiores do que as postagens favoráveis a Lula.
O levantamento agrupa, de um lado, as contas diretamente ligadas a Lula e aos deputados André Janones (Rede-MG) e Erika Hilton (Psol-SP); e de outro, as contas ligadas a Flávio, Nikolas Ferreira (PL-MG) e Pablo Marçal.
A Meta ainda ressaltou que não fez recomendações de nenhum dos candidatos aos usuários e que a maior parte do alcance das contas dos presidenciáveis no Instagram veio dos seus próprios seguidores.
Em nota à imprensa, a Meta ainda alegou que diferenças de alcance das postagens não implicam em favorecimento. "Elas refletem uma série de fatores, como a frequência de publicação e as estratégias digitais escolhidas pelas campanhas, o tempo de visualização, as curtidas, os comentários e a concorrência com outros conteúdos", diz a empresa.
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