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Política

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Fachin homologa delação de fundador da Reag, envolvido no caso do Banco Master

João Carlos Mansur foi indiciado em setembro pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa

6 nov 2026 - 18h34
(atualizado às 18h45)
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Resumo
O ministro Edson Fachin homologou a delação premiada de João Carlos Mansur, fundador da Reag, gestora ligada a fraudes do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Mansur detalhou esquemas financeiros, prometeu ajudar a recuperar R$ 20 bilhões no exterior e revelou o uso de fundos para ocultar bens e desviar recursos a Vorcaro. O caso atinge outros nomes e envolve cotas de um resort ligado à família do ministro Dias Toffoli, além de conexões investigadas com lavagem de dinheiro para o crime organizado.

BRASÍLIA - O presidente do Supremo tribunal federal (STF), Edson Fachin homologou nesta sexta-feira, 6, a proposta de delação premiada do fundador da Reag, João Carlos Mansur. A gestora de que era dono custodiou ativos do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

O acordo de delação foi assinado em setembro com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Nos depoimentos e informações já entregues aos investigadores, Mansur deu novos detalhes sobre os crimes financeiros de Daniel Vorcaro e delatou personagens envolvidos no esquema.

Fundador da Reag Investimentos, João Carlos Falbo Mansur, em depoimento à CPI do Crime Organizado
Fundador da Reag Investimentos, João Carlos Falbo Mansur, em depoimento à CPI do Crime Organizado
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado / Estadão

Mansur foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) em janeiro e indiciado em setembro pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Nas negociações, ele ofereceu cooperação para auxiliar na recuperação R$ 20 bilhões de Vorcaro. Investigadores suspeitam de valores mantidos pelo banqueiro no exterior fora do alcance das autoridades. A delação é um instrumento em que o investigado auxilia as investigações a produzir provas em troca do abrandamento da pena.

A empresa de Mansur, a Reag, administrava fundos nos quais estavam ativos de Daniel Vorcaro e outros integrantes do Master. A alocação dos ativos nessas redes serviam para ocultar o beneficiário final dos bens e para desviar recursos para contas particulares do banqueiro e de seus familiares.

A gestora já havia entrado na mira das autoridades quando da deflagração da operação Compliance Zero, que investiga a relação da empresa com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O foco inicial da força-tarefa era a lavagem de dinheiro de negócios ilegais no setor de combustíveis.

Um dos ativos que passou por fundos da reag foram as cotas do Resort Tayaya, que pertencia a familiares do ministro do Supremo tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. O fundo Arleen, que investiu no empreendimento tinha como cotista o cunhado e operador financeiro de Vorcaro, Fabiano Zettel.

A informação foi revelada pelo Estadão. Depois da crise deflagrada pela exposição de sua relação econômica com o Master, o magistrado admitiu que tinha participação no resort, situado no Paraná.

Estadão
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