Lula diz que filhos de Bolsonaro são piores que o pai e os chama de 'traidores da pátria'
Presidente responsabilizou a família Bolsonaro pelas medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 2, que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) são piores que o pai e os classificou como "traidores da pátria". A declaração foi dada durante agenda oficial em Catalão, Goiás.
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Durante o discurso, Lula responsabilizou a família Bolsonaro pelas medidas adotadas pelo governo americano e afirmou que integrantes do grupo político teriam atuado para estimular sanções contra o Brasil.
"Foi lá pedir para o (o presidente dos Estados Unidos, Donald) Trump: 'Trump, dá uma porrada no Lula. Dá no Lula, porque o Lula vai ganhar as eleições. Trump, não deixa. Prejudica o Lula'. Imbecil. Ele não sabe que não vai prejudicar o Lula. Vai prejudicar o povo brasileiro", declarou.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como possível adversário de Lula na disputa presidencial deste ano, reuniu-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada. Apesar de admitir que os dois conversaram sobre tarifas, Flávio negou qualquer ingerência na recomendação do governo americano de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros.
Segundo o senador, sua atuação foi no sentido contrário. Nesta terça-feira, 2, ele divulgou um ofício enviado ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pedindo que o país não imponha novas tarifas ao Brasil.
Lula também mencionou uma publicação feita pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) após o anúncio das tarifas americanas.
"Os meninos do Bolsonaro, um deles que é candidato a presidente, disse no dia 9 de julho de 2025, no dia em que o Trump taxou o Brasil em 50%, olha o que ele tuitou: 'Obrigado, Trump. Faça o Brasil livre de novo. Queremos um Magnitsky'", afirmou.
Na sequência, o presidente disse que as declarações demonstrariam apoio da família Bolsonaro às medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o País.
As falas ocorreram em meio à escalada das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Nos últimos dias, uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu preliminarmente que determinadas políticas e práticas adotadas pelo Brasil seriam "irracionais" ou prejudicariam o comércio norte-americano.
Com base nesse entendimento, o governo do presidente Donald Trump recomendou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros. A medida ainda passará por consulta pública e audiência antes de uma decisão final.
O governo federal reagiu à conclusão preliminar da investigação. Em nota divulgada nesta terça-feira, 2, o Palácio do Planalto afirmou receber com "indignação" a decisão anunciada e atribuiu a abertura da investigação à atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro nos Estados Unidos.
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