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Política

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Lula diz que é sua última campanha presidencial e defende foco em segurança e indústria

Petista faz campanha em São Luís-MA ao lado de congressistas e governadores

20 out 2026 - 14h46
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Resumo
Em campanha no Maranhão, o presidente Lula afirmou que esta é sua última disputa eleitoral e prometeu um mandato histórico focado na expansão do programa Pé-de-Meia, combate à violência e investimentos na indústria digital e sustentável. Simultaneamente, em Curitiba, o vice Geraldo Alckmin defendeu o perfil republicano de Lula, pregou o diálogo federativo e criticou o adversário Flávio Bolsonaro, enfatizando que a eleição representa a defesa das instituições democráticas contra a barbárie.

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira, durante ato de campanha em São Luís-MA, que esta é a sua última disputa presidencial e, por isso, ele quer que seu próximo mandato seja "histórico". "Sou muito grato por tudo que vocês fizeram por mim nos anos em que fui candidato e fui presidente. É minha última campanha para presidente agora, e quero que esse mandato seja histórico", discursou a apoiadores.

Nesse sentido, o petista disse que no próximo mandato pretende universalizar o programa Pé-de-Meia para todos os estudantes do ensino médio do País, e também criar uma modalidade do programa para os estudantes universitários.

Lula concorre ao quarto mandado na Presidência da República.
Lula concorre ao quarto mandado na Presidência da República.
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

"Vamos continuar criando emprego de qualidade e formando profissionais. Porque nos próximos quatro anos, o Brasil vai investir muito na indústria digital, indústria verde e indústria criativa", disse Lula. Ao final do discurso ele também pontuou que quer que seu próximo mandato também seja marcado pela proteção às mulheres e o combate à violência.

Estavam ao lado de Lula no ato, a sua esposa, Rosângela Silva, a Janja; o governador do Maranhão Carlos Brandão; o governador do Piauí, Rafael Fontelles (PT); o ex-ministro e senador pela Bahia, Rui Costa (PT) e os senadores pelo Maranhão Eliziane Gama (PT) e André Fufuca (PP).

Alckmin faz campanha no Paraná

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta terça-feira, 20, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem "espírito republicano" e respeitará os resultados das eleições, independentemente dos partidos vencedores nos Estados e municípios. Durante coletiva de imprensa em Curitiba (PR), Alckmin criticou o adversário Flávio Bolsonaro (PL), que associou à extrema direita e à "barbárie".

"O presidente Lula é um democrata, com espírito republicano, e quem for eleito vai ser respeitado", afirmou. Segundo Alckmin, o governo continuará trabalhando em conjunto com governadores e prefeitos. "O governo vai fazer um trabalho federativo, ouvindo Estados e municípios", acrescentou.

O vice-presidente também afirmou que a disputa eleitoral não deve ser tratada apenas como um confronto entre campos ideológicos, mas como uma escolha sobre o respeito às instituições democráticas.

"Você pode ser um pouco mais à direita, um pouco mais à esquerda, um pouco mais alto, um pouco mais baixo. O que diferencia mulheres e homens na vida pública é quem tem apreço pela democracia e quem não tem", declarou.

Ao criticar o bolsonarismo, Alckmin questionou discursos de ruptura institucional. "Onde é que já se viu alguém dizer que vai rasgar a Constituição e prorrogar seu próprio mandato?", afirmou.

"Essa é a nossa luta. Na democracia é o povo que manda, e quem ouve mais o povo erra menos. Não é questão de direita ou esquerda, é apreço pela democracia ou pela barbárie", acrescentou Alckmin.

Em coletiva de imprensa no dia 7 de outubro, Flávio declarou que o Brasil não vive uma "democracia plena" e defendeu usar a maioria de seus aliados no Congresso para mudar a Constituição e "redemocratizar o país".

Entre as propostas mencionadas pelo candidato estão mudanças no Judiciário e o fim da reeleição, com possibilidade de ampliar o mandato presidencial de quatro para cinco anos. Flávio afirmou que as alterações dependeriam de aprovação de propostas de emenda à Constituição (PECs) pelo Congresso.

Alckmin está em Curitiba nesta terça-feira para participar do ato de campanha "Paraná pela Virada", em apoio à reeleição de Lula. O evento ocorre no Espaço Torres, no Jardim Botânico, e reúne lideranças petistas e empresários paranaenses. O vice-presidente também tem previsto um encontro com o arcebispo de Curitiba, dom José Antônio Peruzzo, durante a tarde.

Estadão
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