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Política

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Lula acredita em votação da 6x1 nesta quarta e prevê Ministério da Segurança Pública

Presidente participou de ato na Avenida Paulista neste domingo, 11

11 out 2026 - 15h26
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Resumo
O presidente Lula prevê para quarta-feira a votação no Senado sobre o fim da escala 6x1 e da PEC da Segurança Pública, medida que visa criar o Ministério da Segurança Pública para combater o crime organizado. Focado na disputa eleitoral contra Flávio Bolsonaro, o petista declarou que as votações testarão a oposição. Lula também criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de suspender um canal governista no WhatsApp e informou que recorrerá à Justiça para reverter a medida.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo, 11, que a votação do fim da escala 6x1, agendada para quarta-feira, 14, no Senado, será uma forma de verificar se o partido de Flávio Bolsonaro (PL) está ao lado dos trabalhadores.

"Já está conversado com o (Davi) Alcolumbre, já está marcada a data da votação, portanto, a única coisa que a oposição pode fazer é demonstrar se eles vão ter coragem de votar contra ou a favor", disse. "O que eles não podem é tentar protelar para enganar o povo após as eleições".

Presidente confia que votação do fim da escala 6x1 ocorrerá nesta semana
Presidente confia que votação do fim da escala 6x1 ocorrerá nesta semana
Foto: Daniel Teixeira/Estadao / Estadão

Em conversa com jornalistas antes de participar do ato em apoio à sua reeleição na Avenida Paulista, Lula destacou também a votação, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, da Proposta de Emenda à Constituição 18/2025, a PEC da Segurança Púbica. Para ele, as votações vão ajudar a definir sua vitória nas urnas, no próximo dia 25.

"Na hora que for aprovada a PEC, está criado o Ministério da Segurança Pública para a gente poder dizer ao povo brasileiro o seguinte: 'Para o povo trabalhador, para a comunidade, para o território, proteção. Para os bandidos, prisão'", disse Lula.

"Porque o governo vai fazer uma intervenção na segurança pública, coisa que a Constituição não permite até agora. Nós vamos definir nosso papel, o papel do estado e o papel do município para a segurança pública, para não permitir que o crime organizado tome conta dos territórios", acrescentou. A votação está prevista para a manhã de quarta-feira, 14.

Lula discursa em ato na Avenida Paulista, em São Paulo
Lula discursa em ato na Avenida Paulista, em São Paulo
Foto: Daniel Teixeira/Estadao / Estadão

Lula também disse que continuará questionando Flávio Bolsonaro sobre o tesouraço que o adversário afirma querer fazer e criticou a decisão de Nunes Marques de derrubar o canal "Exército do Lula" no WhatsApp.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e determinou, neste domingo, 11, a derrubada do canal. A decisão afirma que o canal transmitia a milhões de pessoas conteúdos que o TSE já reconheceu como "inverídicos".

"Eu vejo que nas redes sociais nós estamos ganhando o jogo. Sei que nosso povo está muito ativo, está trabalhando demais, postando muita coisa. E é por isso que eu estou desconfiado do comportamento da Suprema Corte Eleitoral, que tem bloqueado muita gente nossa e tem permitido que as ações deles continuem executando. Nós vamos hoje entrar na Justiça com um pedido do nosso partido, da nossa força, para que a gente equilibre esse jogo", disse Lula.

Estadão
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