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Lava Jato: delator diz ter arrecadado R$ 30 mi para Cabral

O ex-governador do Rio teria recebido o dinheiro para sua campanha, em 2010

9 mar 2015 21h21
| atualizado às 21h40
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<p>O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa  afirmou que fez contatos com as empresas e pediu que elas fizessem doações para a campanha de Cabral</p>
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou que fez contatos com as empresas e pediu que elas fizessem doações para a campanha de Cabral
Foto: Ale Silva / Futura Press

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse em depoimento de delação premiada, prestado no ano passado, que atuou para arrecadar doações de "caixa dois" para a campanha do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, em 2010, entre as empreiteiras que participaram das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), num total de R$ 30 milhões.

O ex-diretor afirmou que fez contatos com as empresas e pediu que elas fizessem doações para a campanha de Cabral. A questão teria sido decidida em uma reunião entre Costa, Sérgio Cabral, então candidato à reeleição em 2010, Luiz Fernando Pezão, vice-governador na época, e Regis Fishner, ex-secretário da Casa Civil, "para tratar de contribuições" para a campanha.

Paulo Roberto Costa disse que os pagamentos foram feitos pelas empresas Skanka, Alusa e Techint, além das empreiteiras que participavam do Consórsio Compar, responsável pela obra, do qual faziam parte OAS, Odebrecht e UTC. Segundo o ex-diretor, as empresas do Compar pagaram R$ 15 milhões e o restante foi dividido entre as demais citadas.

Com base nas declarações, o procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, decidirá se pede ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) abertura de inquérito para investigar os fatos.

Em nota, Cabral afirmou que a reunião jamais aconteceu e que nunca pediu ajuda de Costa para financiar sua campanha. Fishner também declarou que não participou de reunião com o ex-diretor e as empresas.

Mais cedo, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, negou o recebimento de recursos por meio do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. "Respeito muito a Justiça, só que tenho tranquilidade de que não recebi nenhum recurso, não tive nenhuma ajuda de campanha, não pedi e não tive conversa com Paulo Roberto (Costa) e com ninguém da Petrobras para pedir ajuda de campanha", declarou.

Agência Brasil Agência Brasil
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