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Política

Justiça italiana rejeita prisão domiciliar e mantém Carla Zambelli presa cautelarmente

Nova averiguação no estado de saúde da deputada foi realizada por perícia médica oficial nesta segunda-feira, 18, e laudo será avaliado dia 27

19 ago 2025 - 15h41
(atualizado às 18h05)
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A Justiça italiana negou a conversão da prisão da deputada Carla Zambelli (PL-SP) em domiciliar, mantendo a parlamentar brasileira presa cautelarmente. A decisão do Tribunal de Apelação de Roma, na Itália, ocorreu na última sexta-feira, 15.

A decisão foi embasada em documentos apresentados pela Advocacia-Geral da União (AGU) que confirmaram a legalidade da prisão cautelar para fins de extradição.

Carla Zambelli concedeu entrevista em maio após ser condenada pelo STF
Carla Zambelli concedeu entrevista em maio após ser condenada pelo STF
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

A Corte italiana também determinou a realização de uma perícia médica oficial para avaliar o estado de saúde da deputada. O resultado será avaliado na quarta-feira da próxima semana, 27, em sessão que pode transferir Zambelli para prisão domiciliar caso o laudo indique a necessidade.

Na última quinta-feira, 14, a defesa da deputada afirmou que ela está em greve de fome e, por isso, passou mal durante audiência de extradição realizada pelo Tribunal de Apelação no dia anterior.

Zambelli foi condenada a dez anos de prisão e perda do mandato por articular um ataque ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o hacker Walter Delgatti Neto, também condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Dias após a condenação, a parlamentar fugiu do Brasil rumo à Itália e passou dois meses foragida no país europeu. Ela só foi presa em 29 de julho pela polícia italiana.

Além de alegação sobre falta de condições adequadas de saúde oferecidas à deputada na prisão italiana, a defesa de Zambelli contestou a prisão cautelar afirmando não haver pedido internacional de prisão válido e ausência de solicitação formal de extradição. Como mostrou o Estadão, o processo de extradição de Zambelli pode durar entre um ano e meio e dois anos.

Segundo as manifestações da AGU acolhidas pelo tribunal italiano, a prisão da deputada foi correta e se deu em cumprimento ao mandado emitido pelo STF, que mais tarde gerou a inclusão de Zambelli na difusão vermelha da Interpol.

Estadão
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