Janja adesiva carros, canta jingle de Lula e ignora perguntas sobre caso Moraes
Primeira-dama participa de ato em Brasília ao lado do candidato ao governo do Distrito Federal
Em evento de campanha em Brasília com candidatos petistas, a primeira-dama Janja adesivou carros e cantou jingles, mas evitou responder à imprensa sobre o pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no STF. Enquanto o governo Lula avalia o desgaste gerado pela crise com o magistrado, o presidente planeja falar à TV sobre o tema. Na Corte, a discussão sobre Moraes foi paralisada por até 90 dias após pedido de vista de Flávio Dino.
BRASÍLIA - A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, participou de um adesivaço da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Brasília nesta terça-feira, 15. Na ação, ela cantou e dançou jingles eleitorais ao lado de candidatos do Distrito Federal e militantes.
Ao mesmo tempo, no Supremo Tribunal Federal (STF), o plenário discutia a possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Janja ignorou perguntas de jornalistas sobre o tema.
Janja colocou adesivos em carros no evento com a presença de Leandro Grass (PT), candidato ao governo do Distrito Federal, e outros candidatos petistas. Lula fará um ato político em Brasília na noite desta quarta-feira, 16.
O Estadão mostrou que aliados de Lula entendem que o pedido de investigação de Moraes é um "mal necessário". Na manhã desta terça, Lula também não se pronunciou sobre o caso.
O Planalto tem pesquisas mostrando que a crise sem precedentes no STF não apenas respinga em Lula, como provoca desgaste em sua imagem, porque Moraes, relator do processo que condenou Bolsonaro na trama golpista, é considerado aliado do governo.
Inicialmente, Lula planejava gravar um vídeo para falar sobre o assunto. Depois, o presidente decidiu dar uma entrevista a uma emissora de TV à noite.
Na sessão do STF, Flávio Dino pediu vista, após criticar a condução dada pelo presidente Edson Fachin ao tema. Com a decisão de Dino, o processo pode ter de aguardar até 90 dias para voltar à pauta.
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