Imprensa internacional repercute eleições: 'Surpreendente e dramática reviravolta'
Jornais internacionais analisaram impacto na América Latina a partir das eleições brasileiras e possibilidade de união de Bolsonaro com Trump
A imprensa internacional destacou a reviravolta no primeiro turno das eleições brasileiras, onde Flávio Bolsonaro liderou com 47,03% dos votos contra 45,16% de Lula. Veículos como The New York Times, El País e The Guardian analisaram a força do bolsonarismo e o impacto regional de uma vitória da direita na América Latina. Jornais ressaltaram a forte polarização política do país e o desfecho incerto para o segundo turno, além da abstenção recorde de 21,08% registrada pelo TSE.
Após o primeiro turno das eleições brasileiras, a imprensa internacional repercutiu o cenário político que será definido apenas no segundo turno. Apesar da incerteza, os jornais analisaram uma possível vitória da direita no Brasil e o impacto na América Latina.
Flávio Bolsonaro conquistou 47,03% dos votos e Lula 45,16%. Em 25 de outubro, eles se encontram novamente nas urnas para a definição de quem será o futuro presidente do país.
"Uma corrida eleitoral que poderá ter consequências de grande alcance muito além das fronteiras do país", afirmou o The New York Times.
O texto do jornal norte-americano ainda cita a relevância das eleições brasileiras para a América Latina. "Se Bolsonaro derrotar Lula no segundo turno, será a maior vitória até agora para a direita em ascensão na América Latina. Também levará ao poder um aliado entusiasmado do governo Trump", diz.
"Se Lula conseguir se recuperar da derrota de domingo, isso poderá ser visto como uma rejeição à direita latino-americana".
O El País, principal jornal espanhol, ressaltou a polarização que se mantém em mais uma eleição. "O bolsonarismo mostra sua força e está a um passo de retornar ao poder na principal economia da América Latina", afirma.
"Esta vitória parcial frente ao presidente Lula supôs um grande triunfo pessoal para Flávio Bolsonaro, que foi visto como um candidato débil e que está sob investigação por corrupção. E é um triunfo para o clã, porque fortalece o bolsonarismo como referência imbatível da direita brasileira", seguiu a publicação.
O The Economist definiu o futuro do Brasil a partir de duas perspectivas: "O próximo presidente do Brasil será ou um filho de nepotismo vingativo ou um esquerdista senil".
Além das descrições, o jornal britânico afirmou que o Brasil, o maior país da América Latina, "caminha para uma polarização e estagnação ainda maiores, ou pior".
Já o britânico The Guardian ressaltou que Bolsonaro saiu na frente na disputa, apesar de não ter alcançado a vitória no primeiro turno.
"A corrida presidencial brasileira vai para o segundo turno, com Flávio Bolsonaro à frente do atual presidente Lula", diz o título.
O veículo argentino Clarín considerou as eleições brasileiras dramáticas e ressaltou como o candidato do PL saiu na frente.
"Em uma surpreendente e dramática reviravolta nas eleições presidenciais do Brasil deste domingo, o candidato conservador, Flávio Bolsonaro, contrariou todas as pesquisas e venceu o presidente Inácio Lula da Silva no primeiro turno", disse.
Além de caracterizar as eleições de 2026 como "mornas" diante da menor mobilização. "A campanha de 2026 se caracteriza, precisamente, pela menor mobilização desde o retorno à democracia. Sim, é a primeira vez sem debates entre as figuras principais", afirmou a publicação.
Neste domingo, 4, o primeiro turno das eleições marcou a maior taxa de abstenção desde 1998. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas, o que corresponde a 21,08% dos eleitores.
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