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Política

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Haddad: Impressão que dá é que Flávio desistiu do debate porque ficou com medo do Renan

1 out 2026 - 23h35
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Resumo
Fernando Haddad afirmou que Flávio Bolsonaro desistiu do debate da Globo por medo de enfrentar Renan Santos, incluído no evento por decisão do STF antes do cancelamento do programa pela emissora. Flávio alegou censura do TSE, que vetou a filmagem do púlpito do ausente Lula. Na disputa pelo governo paulista, Haddad declarou ter apresentado um diagnóstico real do Estado para tentar levar a eleição ao segundo turno contra Tarcísio de Freitas, que lidera com 56% das intenções de voto.

O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, avaliou nesta quinta-feira que o senador Flávio Bolsonaro (PL) pode ter desistido de participar do debate presidencial da TV Globo, que seria realizado hoje, por temer a presença de Renan Santos (Missão).

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"A impressão que dá é que ele ficou com medo do Renan. Eu achei bom que o Renan participe, porque ele tem um público dele, ele tem uma ideia. Concorde-se ou não, não é a minha praia, mas ele tem um recado para dar. Eu achei importante e acho que o Flávio recuou por causa do Renan Santos", disse Haddad em conversa com a imprensa, após participar de ato de campanha no centro de São Paulo. A declaração aconteceu antes da notícia de que a própria Globo< havia cancelado o debate.

Flávio Bolsonaro anunciou, às 19h24 de hoje, que não compareceria ao debate, marcado para às 21h20. Ele alegou que houve "censura" imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Horas antes, uma decisão da Corte impediu que fosse filmado o púlpito vazio, inicialmente destinado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que decidiu não participar do debate. Também antes do debate, uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o candidato Renan Santos (Missão) fosse chamado ao debate.

Diagnóstico

No âmbito estadual, Haddad foi questionado sobre a reta final de campanha que o que ainda precisa ser feito para sua campanha, ao menos, chegar ao segundo turno no debate contra o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O petista disse que levou ao conhecimento do eleitor paulista um "diagnóstico e uma radiografia" do Estado em áreas importantes como saúde, educação, finanças e transporte.

"Eu penso que esses dois, três dias, eu sei que as pessoas trabalham muito, tem pouco tempo, mas as pessoas conseguem checar esses números que foram divulgados nos debates, nas sabatinas e aí fazer uma comparação. A São Paulo que a gente quer e o Estado de São Paulo como está hoje", disse. Pesquisa Datafolha divulgada hoje mostra que Tarcísio tem 56% dos votos válidos no primeiro turno, contra 37% de Haddad.

Estadão
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