Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
AO VIVO
Eleições no Terra: acompanhe a apuração do 1º turno com análise em tempo real

Política

Publicidade

Flávio termina 1º turno na liderança e se torna favorito na disputa presidencial contra Lula

4 out 2026 - 21h27
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Contrariando as pesquisas, o senador Flávio Bolsonaro liderou o primeiro turno presidencial com 47,20% dos votos, superando o presidente Lula, que obteve 44,96%. Impulsionado pelo voto útil e de protesto, o resultado torna Flávio favorito no segundo turno e anima o mercado financeiro. Além da dianteira na disputa direta, o bolsonarismo elegeu forte bancada no Senado, enquanto aliadas de Lula foram derrotadas, desenhando um Congresso hostil ao petista caso ele consiga virar a eleição.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno ‌da eleição presidencial na liderança, contrariando o que apontavam os principais institutos de pesquisa para a eleição deste domingo, e irá como favorito contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno em 25 de outubro.

Com 99,10% das seções eleitorais apuradas, Flávio liderava com 47,20% dos votos válidos, enquanto Lula somava 44,96%, com uma vantagem de cerca de 2,8 milhões de votos.

"O Flávio é favorito para o ⁠dia 25 porque o estoque de votos é baixo e o resultado de hoje mostra duas coisas: o ‌nível de acerto da campanha do PL e o nível de erro da campanha do Lula até aqui. Agora a gente vai ter que esperar, vai ser um segundo turno apertado, mas isso muda ‌os prognósticos que a gente tinha, porque agora é um ‌retrato efetivo da vontade do eleitor", disse o cientista político Creomar de Souza, da Dharma Political ⁠Risk.

O senador de oposição, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro -- que cumpre prisão domiciliar após ser condenado por golpe de Estado --, também impulsionou uma avalanche de vitórias de seus aliados nas disputas pelas vagas ao Senado ao redor do país, o que deve lhe dar, caso eleito no dia 25, força em pautas como a anistia ao seu pai e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Embora tenham ‌apontado um crescimento de Flávio na reta final da campanha, os principais institutos de pesquisa, como Quaest e ‌Datafolha, não apontaram a vantagem que ⁠Flávio teve sobre Lula ⁠nas urnas. Na véspera do pleito, nenhum dos principais institutos colocou o senador à frente do petista no primeiro turno.

As ⁠pesquisas, no entanto, vinham apontando um movimento de voto útil ‌em favor de Flávio, com a ‌diminuição nas intenções de voto de nomes como Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) e um crescimento do senador.

"Essa migração antecipada significa que haverá uma margem menor de ganhos para o Flávio Bolsonaro entre os primeiro e segundo turnos", ponderou o analista político Rafael Favetti, ⁠da Fatto Inteligência Política.

Além do voto útil, na avaliação do cientista político Carlos Melo, do Insper, o que apareceu nas urnas neste domingo também foi uma demonstração de cansaço com a política.

"O que a gente vê não é só voto útil. Eu acho que tem um voto de protesto. É um voto que se amarrou na antipolítica. É um retrocesso para ‌o país, no sentido de se olhar para frente, porque isso não resulta em projetos. Mas foi isso que saiu das urnas", disse.

O resultado eleitoral deste domingo deve animar os mercados financeiros na ⁠segunda-feira, de acordo com analistas. Agentes do mercado financeiro são críticos da política fiscal de Lula e veem na possível eleição de Flávio uma possibilidade de maior controle das contas públicas.

"Movimento dos últimos dias (no mercado) deve continuar, com alta do Ibovespa, apreciação do real e queda das taxas de juros de mercado", disse Fernando Siqueira, head de research da Eleven.

Além de ficar na segunda posição neste domingo, Lula ainda viu algumas de suas apostas nesta eleição naufragarem nas urnas, casos de suas ex-ministras Simone Tebet, Marina Silva e Gleisi Hoffmann, que foram derrotadas nas disputas ao Senado.

Caso consiga virar o resultado no dia 25, Lula já sabe que terá pela frente um Congresso provavelmente mais hostil que o atual. Vários nomes do núcleo mais combativo do bolsonarismo foram eleitos para o Senado e o PL, partido de Flávio e do ex-presidente, deverá emergir das urnas neste domingo como uma das maiores, senão a maior, força do Legislativo.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra