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Política

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Flávio fugiu do compromisso de quebra dos sigilos, afirma Camilo Santana

23 out 2026 - 15h32
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Resumo
Camilo Santana, coordenador da campanha de Lula, acusou Flávio Bolsonaro de descumprir o compromisso de abrir seus sigilos bancários ao TSE, entregando fora do prazo apenas uma procuração condicionada a decisão judicial. Camilo associou o rival a milícias e ao empresário Willer Tomaz, pediu a reconsideração do ministro André Mendonça sobre a divulgação irrestrita dos dados e anunciou um projeto para proibir que parlamentares atuem na advocacia em casos de crimes contra a vida.

O coordenador da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Camilo Santana, afirmou nesta sexta-feira, 23, que o adversário na corrida presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), fugiu do compromisso de abrir sigilos bancários e entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apenas uma procuração que condiciona a divulgação dos dados a uma eventual decisão judicial da corte.

"Primeiro que eles perderam o prazo, só protocolaram às 00:17 de hoje. E não entregaram absolutamente nada, fizeram uma petição que parece mais uma carta, um panfleto de campanha e só entregaram as procurações", disse Camilo, que leu parágrafo do documento entregue por Flávio que exige que a divulgação dos dados ocorra apenas por decisão judicial.

Camilo acusou Flávio Bolsonaro de ter relação com milícias e com o empresário Willer Tomaz, alvo de diversas investigações por parte da Polícia Federal (PF).

O petista argumentou que a população brasileira tem direito de saber "quem é ladrão e quem não é", sem seletividade na divulgação dos sigilos.

O coordenador da campanha de Lula confirmou que o PT fez um requerimento para o ministro do TSE André Mendonça reconsiderar a divulgação dos sigilos, e disse que a petição de Flávio parece combinada com as ações do magistrado, que afastou a responsabilidade da corte de determinar a quebra dos sigilos dos presidenciáveis e arbitrar esse processo.

Além disso, Camilo criticou o adiamento do julgamento do caso Ana Clara, criança assassinada por um policial militar que é defendido por Flávio Bolsonaro, e afirmou que vai protocolar um projeto de lei para proibir que parlamentares advoguem em casos de crimes contra a vida.

Estadão
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