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Política

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Flávio diz que contrato de Dark Horse não tem irregularidades e reafirma que dará anistia ao pai

Candidato voltou a dizer que respeitará o resultado das urnas e afirmou que patrocínio de Vorcaro para o filme foi feito de "boa-fé"

28 ago 2026 - 21h58
(atualizado às 22h20)
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Resumo
Em sabatina, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro defendeu a legalidade do patrocínio privado ao filme "Dark Horse" sobre seu pai e reafirmou que concederá anistia a Jair Bolsonaro e aos condenados do 8 de janeiro. Ele garantiu que respeitará o resultado das urnas, prometeu restaurar a relação com o STF e criticou o ministro Alexandre de Moraes. Além disso, afirmou ter capacidade de negociar com Donald Trump a remoção de tarifas econômicas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.

Em sabatina na Globo na noite desta sexta-feira, 28, o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, voltou a dizer que dará anistia ao pai, Jair Bolsonaro, se for reeleito e reafirmou que respeitará o resultado das urnas.

Durante o programa, ele afirmou que o dinheiro recebido de Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse sobre seu pai, Jair Bolsonaro, foi recebido de "boa-fé" e não envolveu recursos públicos. Ele novamente se negou a apresentar dados de prestações de contas e o contrato da captação de recursos para o filme, alegando que os dados são públicos.

Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República
Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

"Foi um patrocínio de boa-fé. Não há nada de irregular", disse o candidato. Segundo ele, o dono banco Master também patrocinou o programa de Luciano Huck e um evento do Valor Econômico, publicação pertencente ao Grupo Globo.

Flávio afirmou ainda que uma perícia, citada em reportagem da Veja, concluiu que não houve utilização de dinheiro público no filme. "É uma relação privada", declarou. Segundo o candidato, o custo da produção foi superior ao valor do patrocínio e os recursos foram integralmente destinados ao filme.

Questionado sobre a apresentação do contrato, Flávio afirmou que não assinou nenhum documento relacionado ao patrocínio. "Eu não firmei contrato com ninguém. Meu papel nesse filme foi autorizar o uso da minha imagem", disse.

O candidato também negou ter recebido dinheiro diretamente. "Eu não recebi dinheiro nenhum. Eu não pedi dinheiro, eu pedi um patrocínio", afirmou.

Flávio defende anistia e promete reconstruir relação com STF

Flávio também voltou a defender a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Ao responder sobre quais crimes poderiam ser perdoados, afirmou que a legislação estabelece limites e citou tortura e crimes hediondos entre aqueles que não poderiam ser objeto de anistia.

Questionado sobre declarações anteriores de seu pai contra a credibilidade das urnas eletrônicas, Flávio afirmou que ele próprio se expressou de forma equivocada ao mencionar uma empresa venezuelana como fabricante de urnas. "Falei errado, a empresa venezuelana não fabricou as urnas, fez parte apenas de alguns processos", disse.

Ele afirmou que nunca questionou o processo eleitoral e declarou compromisso com o resultado das eleições. "Quero dizer a todos vocês que vou respeitar o processo eleitoral", afirmou.

Flávio Bolsonaro afirmou que pretende, caso eleito, "restaurar uma boa relação com o STF" e recuperar a "segurança jurídica" no país.

Flávio diz que trabalhará para remover tarifas impostas por Trump

Flávio Bolsonaro criticou o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil e afirmou que as empresas brasileiras "não aguentam mais as tarifas".

Ao comentar o agradecimento feito por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, a Donald Trump pelas medidas, disse que ele estava "defendendo a liberdade do brasileiro". Flávio também criticou o ministro Alexandre de Moraes, a quem classificou como um dos "maiores violadores do direito internacional".

Ele igualmente afirmou ter dito a Trump que o governo Lula estaria provocando as tarifas ao adotar uma postura de confronto com os Estados Unidos. "Olha só, presidente Trump, parece que o Lula está provocando essas tarifas, atacando os EUA", relatou. Segundo o candidato, se eleito, terá capacidade de negociar "de igual para igual" com Trump e evitar que as tarifas sejam usadas como instrumento de pressão nas relações comerciais.

Estadão
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