Flávio Bolsonaro se nega a mostrar contrato e contas do filme Dark Horse, financiado por Vorcaro
Candidato diz que patrocínio de Vorcaro para o filme foi feito de "boa-fé"
Em sabatina, Flávio Bolsonaro afirmou que o patrocínio de Daniel Vorcaro para o filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro, foi um repasse privado de boa-fé e sem verbas públicas. O parlamentar recusou-se novamente a apresentar contratos e a prestação de contas, justificando que não recebeu valores diretamente nem assinou documentos, tendo apenas autorizado o uso de sua imagem. Ele declarou ainda que o custo total da produção superou o montante investido pelo empresário.
Durante sabatina no Jornal Nacional nesta sexta-feira (28), Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o dinheiro recebido de Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse sobre seu pai, Jair Bolsonaro, foi recebido de "boa-fé" e não envolveu recursos públicos. Ele novamente se negou a apresentar dados de prestações de contas e o contrato da captação de recursos para o filme.
"Foi um patrocínio de boa-fé. Não há nada de irregular", disse o candidato. Segundo ele, o dono banco Master também patrocinou o programa de Luciano Huck e um evento do Valor Econômico, publicação pertencente ao Grupo Globo.
Flávio afirmou ainda que uma perícia, citada em reportagem da Veja, concluiu que não houve utilização de dinheiro público no filme. "É uma relação privada", declarou. Segundo o candidato, o custo da produção foi superior ao valor do patrocínio e os recursos foram integralmente destinados ao filme.
Questionado sobre a apresentação do contrato, Flávio afirmou que não assinou nenhum documento relacionado ao patrocínio. "Eu não firmei contrato com ninguém. Meu papel nesse filme foi autorizar o uso da minha imagem", disse.
O candidato também negou ter recebido dinheiro diretamente. "Eu não recebi dinheiro nenhum. Eu não pedi dinheiro, eu pedi um patrocínio", afirmou.
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