Flávio Bolsonaro se encontrará com ministro de Bukele no próximo domingo para discutir segurança
El Salvador vem sendo mencionado pelos presidenciáveis da direita como modelo de segurança pública, mas resultados foram obtidos a partir de medidas de exceção
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que se reunirá com o ministro da Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro, para discutir segurança pública. Em transmissão ao vivo, o presidenciável também criticou a reforma tributária do governo federal, considerando a alíquota prevista do IVA excessiva, e afirmou que a taxa básica de juros estaria pela metade sob a gestão de seu pai, Jair Bolsonaro, defendendo ajustes fiscais para recuperar a credibilidade econômica do país.
BRASÍLIA - O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, disse nesta quinta-feira, 27, que conversará com o ministro da Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro, no domingo, 30.
O país centro-americano, comandado pelo presidente Nayib Bukele, vem sendo mencionado pelos presidenciáveis da direita como modelo de segurança pública. Entretanto, os resultados foram obtidos a partir de medidas de exceção e o governo salvadorenho é alvo de acusações de violações dos direitos humanos.
"Gustavo Villatoro é simplesmente o ministro da Justiça de El Salvador, um país que se destacou mundialmente por ter conseguido praticamente zerar a criminalidade. Um local que era dominado por facções criminosas, de narcotraficantes, muito parecido com o que acontece aqui no Brasil hoje", disse Flávio em sua live semanal no YouTube.
O candidato do PL também agradeceu aos eleitores alagoanos pela recepção durante sua passagem pelo Estado nesta semana, de onde é seu vice na chapa, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).
"Eu virei agora cidadão de Maceió, oficialmente. Eu tenho dito por aí que eu vou ser o carioca mais nordestino que vocês já viram nas suas vidas", declarou o presidenciável em sua live semanal no YouTube.-
Candidato diz que tratará de IVA com atenção
Na live, Flávio Bolsonaro, voltou a criticar a reforma tributária aprovada pelo governo Lula (PT). Ele classificou a alíquota geral do futuro Imposto sobre Valor Agregado (IVA), estimada em 28%, como "preocupante".
"É algo muito preocupante no nosso País e vamos ter que tratar disso com muita atenção, porque não pode existir uma reforma tributária boa que aumente imposto, ela tem que reduzir imposto. Essa é uma premissa básica na nossa cabeça", declarou o presidenciável em sua live semanal no YouTube.
Integrantes da campanha de Flávio têm defendido a suspensão da reforma aprovada em 2023 para rever os parâmetros da mudança de impostos em até seis meses.
Na live, Flávio disse que se seu pai, Jair Bolsonaro (PL), ainda fosse presidente, a taxa de juros do Brasil, atualmente em 14% ao ano, estaria pela metade.
"Lá em outubro de 2022, tinha uma previsão do mercado de que, no final de 2025, a taxa de juros estaria um pouquinho acima de 7%. A taxa de juros no Brasil chegou a 15% no governo Lula. Hoje está na faixa de 14%, mas o importante é: mais ou menos o dobro. A taxa de juros no Brasil, se o presidente fosse Bolsonaro, muito provavelmente ia ter a metade do que está hoje", declarou.
Em janeiro de 2019, quando Bolsonaro assumiu a Presidência, a Selic estava em 6,5% ao ano e chegou a atingir o menor patamar da história, em 2020, quando chegou a 2%. Entretanto, ao final do governo, em dezembro de 2022, a taxa básica de juros terminou em 13,75%.
Flávio também afirmou que não é difícil solucionar os problemas da economia brasileira. "Eu vou montar um time da parte da economia que vai oferecer todas as soluções. Mas não é uma coisa impossível, difícil de resolver não, gente. É só organizar a casa, é só organizar as contas e com isso a gente consegue resgatar a credibilidade que o Brasil perdeu com o atual governo."
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