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Política

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Flávio Bolsonaro pede para Justiça Eleitoral investigar diretor da PF por beneficiar Lula

Candidato do PL sustenta que Andrei Rodrigues utilizou estrutura da Polícia Federal para anunciar apuração sobre possível interferência estrangeira nas eleições

11 out 2026 - 18h45
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Resumo
A defesa de Flávio Bolsonaro acionou a Justiça Eleitoral para investigar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, por suposto uso da estrutura pública em favor de Lula. A campanha do PL alega que o anúncio de uma apuração preliminar sobre interferência estrangeira, feito no primeiro turno e posteriormente arquivado por falta de justa causa, buscou associar falsamente o senador ao caso para influenciar eleitores. O pedido requer o envio dos autos ao Ministério Público e o acesso a documentos oficiais.

BRASÍLIA — A equipe jurídica do senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, apresentou uma notícia-crime à Justiça Eleitoral pedindo a abertura de uma investigação contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por suposto uso de estrutura pública para beneficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o primeiro turno das eleições.

A equipe jurídica do senador e candidato do pl à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, apresentou uma notícia-crime à Justiça eleitoral para pedir a abertura de investigação contra o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, por suposto uso de estrutura pública para beneficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante primeiro turno das eleições.
A equipe jurídica do senador e candidato do pl à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, apresentou uma notícia-crime à Justiça eleitoral para pedir a abertura de investigação contra o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, por suposto uso de estrutura pública para beneficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante primeiro turno das eleições.
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

A petição sustenta que Andrei utilizou a estrutura da PF para anunciar, em entrevista coletiva no domingo, 4, uma apuração preliminar sobre possível interferência estrangeira nas eleições. Para a defesa, a divulgação da suspeita, que poderia ser associada à campanha de Flávio, teve potencial para influenciar o eleitorado em benefício de Lula.

"Às vésperas de um primeiro turno polarizado entre o presidente da República, candidato do Partido dos Trabalhadores à reeleição, e o noticiante [Flávio], candidato do Partido Liberal, ninguém tinha dúvida sobre a quem a suspeita se dirigia: a (falsa) imputação era direcionada a Flávio Bolsonaro e sua campanha", afirma o pedido.

A defesa pede a instauração de procedimento investigatório, o envio dos autos ao Ministério Público Eleitoral e a obtenção de documentos da AGU (Advocacia-Geral da União), da PF e da PGR (Procuradoria-Geral da República), além da gravação integral da entrevista coletiva.

O caso teve origem em reportagem do jornal britânico The Guardian, publicada em 30 de setembro, sobre possível destinação de US$ 1 milhão pelo governo dos Estados Unidos a um programa relacionado ao combate ao lawfare e à censura no Brasil.

A petição enfatiza que a reportagem informava que os programas ainda estavam em discussão, sem confirmação de transferência dos recursos.

Em 1º de outubro, o advogado-geral da União, Jorge Messias, encaminhou comunicações à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à PF solicitando a apuração do caso. Três dias depois, Andrei anunciou que a PF iniciou um procedimento preliminar para investigar o caso.

A equipe de Flávio destaca que o procedimento foi arquivado em 7 de outubro por ausência de justa causa e que a PGR também arquivou o expediente recebido. Com base nesses argumentos, a campanha do PL sustenta que a divulgação da apuração no dia da votação configurou possível uso de repartição pública em benefício de partido político.

Estadão
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