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Política

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Flávio Bolsonaro diz que Lula 'dividiu seu poder' com Moraes em programa eleitoral

Candidato do PL fez pronunciamento no horário eleitoral desta terça-feira, 15, e criticou a relação entre o governo e o Supremo

15 set 2026 - 16h58
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Resumo
No horário eleitoral, o candidato Flávio Bolsonaro atacou o governo Lula, afirmando que o presidente dividiu o poder com o ministro Alexandre de Moraes, gerando desequilíbrio institucional. A declaração ocorreu no mesmo dia em que o STF debateu pedidos sobre Moraes. Paralelamente, o próprio Flávio é investigado na Corte por suposta corrupção e lavagem de dinheiro ligadas ao financiamento do filme Dark Horse com o banqueiro Daniel Vorcaro, caso que teve novos documentos revelados pela polícia.

O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira, 15, durante o horário eleitoral gratuito, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria dividido seu poder com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato associou o governo federal a um suposto desequilíbrio entre as instituições e criticou a atuação do Supremo.

"É triste, mas não tem como não dizer. O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes e, no fim, o Brasil ficou sem presidente nenhum, sem comando", afirmou Flávio. Na sequência, o senador disse que os problemas relacionados ao ministro do STF não seriam, na sua avaliação, o principal escândalo do País. "E o escândalo do Alexandre de Moraes, veja que absurdo, nem é o pior. Escândalo mesmo é não poder andar em paz nas ruas, porque o medo tomou conta', afirmou.

Durante propaganda eleitoral, Flávio Bolsonaro diz que Lula teria dividido seu poder com Aexandre de Moraes
Durante propaganda eleitoral, Flávio Bolsonaro diz que Lula teria dividido seu poder com Aexandre de Moraes
Foto: Pedro Kirilos/Wilton Junior/Estadão / Estadão

Flávio também acusou a atual gestão de ter criado um "desequilíbrio institucional", segundo ele, Lula decidiu governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal que descumpriu a lei. "Não é atoa que isso tudo tá acontecendo, é porque o atual governo, a gente não pode deixar de dizer, ele faz parte desse sistema que está apodrecido e a gente tá vendo esse sistema podre se revelar aos olhos de toda a nação", destacou.

O candidato afirmou que pretende apresentar alternativas em vez de apenas fazer críticas e defendeu uma mudança no País. Ao atacar o governo, mencionou ainda a promessa de aumento do poder de compra associada à picanha durante a campanha de Lula. "Sempre que me atacarem, é porque querem fugir da vergonha de assumir a decepção que causaram no povo brasileiro, que foi iludido por uma picanha que nunca chegou"

O pronunciamento ocorre no mesmo dia em que o STF se reune em sessão plenária extraordinária para analisar o pedido do ministro André Mendonça de abertura de investigação sobre as relações de Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Investigação sobre 'Dark Horse'

Flávio é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção relacionadas ao financiamento de Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração foi autorizada pelo ministro André Mendonça e está inserida na investigação que acompanha desdobramentos das suspeitas de fraudes atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e suas conexões políticas.

Em áudios divulgados pelo Intercept Brasil, Flávio pediu R$ 134 milhões a Vorcaro para financiar o projeto do filme. Segundo a Polícia Federal, mais de R$ 60 milhões foram pagos.

Há ainda outra investigação no Supremo relacionada ao filme, sob relatoria do ministro Flávio Dino, que apura o custeio da produção com emendas parlamentares. Trata-se de uma frente distinta daquela em que Flávio é investigado.

A investigação sobre o filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, ganhou um novo desdobramento no domingo, 13, quando o ministro Flávio Dino retirou o sigilo de documentos encaminhados ao STF pela Justiça de São Paulo. Com a decisão, passaram a ser públicos elementos reunidos pela Polícia Civil paulista durante a apuração, incluindo informações obtidas em diligências realizadas em endereços ligados a empresas e entidades relacionadas à produção.

A investigação teve origem na Operação Wi-Fi, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo em junho para apurar suspeitas de desvio de recursos públicos que teriam sido destinados à produção do longa-metragem. Entre os locais vistoriados estava um endereço comercial associado a empresas ligadas à produtora Karina Ferreira da Gama e ao Instituto Conhecer Brasil, organização da qual ela é presidente.

Segundo o relatório policial, os agentes constataram que duas das empresas investigadas não funcionavam no endereço indicado e que o cadastro do instituto estava cancelado.

Estadão
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