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Política

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Flávio Bolsonaro admite que advogado de Eduardo gere fundo ligado a filme do pai que pode ter recebido dinheiro de Vorcaro

PF vai apurar se os recursos foram desviados para custear a permanência de Eduardo no país; Flávio nega versão

14 mai 2026 - 18h37
(atualizado às 19h11)
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Flávio Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu que um advogado ligado a Eduardo Bolsonaro recebeu recursos em um fundo, mas afirmou que o dinheiro teria sido integralmente destinado ao filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador disse não saber se houve aportes do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A declaração foi dada em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira, 14.

Segundo o jornal Estadão, a Polícia Federal (PF) deve abrir uma investigação para apurar os acertos de pagamento entre Flávio e Vorcaro. Uma das linhas de investigação é verificar se os recursos foram desviados para um fundo sediado no Texas, ligado a Eduardo Bolsonaro e utilizado para custear sua permanência nos Estados Unidos, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) havia bloqueado contas e dificultado o recebimento de recursos no país. Flávio negou a hipótese.

Segundo Flávio, o advogado também era gestor do fundo e, por isso, teria recebido os aportes. Questionado sobre o motivo de os recursos não terem sido enviados diretamente ao estúdio responsável pelo filme, o senador afirmou não conhecer os detalhes nem o destino de todo o dinheiro. 

“O advogado é de confiança do Eduardo, cuidou do processo de green card dele”, afirmou o senador.

Questionado sobre por que havia afirmado anteriormente que nunca teve contato com Vorcaro, Flávio disse que não poderia descumprir uma cláusula de confidencialidade. Ao ser perguntado sobre quem teria firmado o acordo, afirmou que precisaria consultar o gestor do fundo destinado ao filme.

Flávio confirmou que buscou patrocínio para “Dark Horse” com Daniel Vorcaro, mas negou que Eduardo Bolsonaro tenha recebido repasses do banqueiro.

O senador afirmou que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024 e que os contatos entre eles ocorreram exclusivamente para negociar recursos para a produção cinematográfica. “Naquela época, ninguém sabia nada sobre as acusações de fraude contra ele”, declarou.

No entanto, Flávio voltou a cobrar o banqueiro em novembro de 2025, dias antes de Vorcaro ser preso após tentar deixar o País. Ao ser questionado sobre cobranças feitas depois de o Banco Central apontar indícios de fraude e antes da prisão do empresário, o senador respondeu que, naquele momento, Vorcaro ainda era apenas investigado. “Eu torcia para que ele esclarecesse”, afirmou.

Questionado sobre a forma como se referia ao banqueiro nas mensagens reveladas, Flávio minimizou o tom das conversas e afirmou que se comunica daquela maneira com todos. “É uma expressão que usamos até com vendedor na praia”, disse.

Fonte: Portal Terra
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