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Política

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Falam que o Brasil é uma 'cleptocracia'; há escândalos em todos os níveis de Poderes, diz Caido

28 ago 2026 - 11h29
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Resumo
Em evento no Rio, Ronaldo Caiado afirmou que a corrupção em vários níveis corrói as instituições, aproximando o Brasil de uma "cleptocracia". Ele vinculou o avanço do crime organizado à conivência do poder público e defendeu a autoridade moral na gestão. O político também criticou a histórica dependência da exportação de commodities, a falta de industrialização e o atraso do país no aproveitamento de minerais críticos e na regulamentação da inteligência artificial.

O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou que há quem descreva o Brasil como uma "cleptocracia", citando escândalos e denúncias de corrupção que, segundo ele, se espalham por diferentes instâncias dos Poderes e corroem a confiança nas instituições.

Ele defendeu que a credibilidade pública não se sustenta em retórica, mas com autoridade moral. "Autoridade moral não se constrói com discursos, mas com autoridade de história de vida", disse, durante o evento Rio pelo Brasil, promovido pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Fecomércio RJ e Firjan. "Quando se está vestido de credibilidade moral e tem coragem de assumir posição, o governante corrige rumos do governo."

Na avaliação do governador, o avanço da violência está ligado à permissividade institucional e à conivência entre estruturas de poder e corrupção, o que enfraquece o Estado e abre espaço para o crime organizado. "A deterioração da violência é porque existiu conivência de estrutura de poder com a corrupção", disse.

Ele afirmou que, em certas áreas, grupos criminosos impõem regras ao território e chegam a cobrar para permitir a entrada de candidatos e equipes de campanha, restringindo a disputa eleitoral e a presença do Estado. "Em alguns lugares do Brasil, cobra-se para entrar no bairro."

Caiado disse ainda que o Brasil não se industrializou. "Estou tomando antipatia da palavra commodity, tinha de ser produto primário, bruto. Desde a época colonial só fazemos vender matéria bruta; não nos industrializamos."

Acrescentou ainda que o Brasil está perdendo oportunidades com minerais críticos e com a IA e que um país como o Brasil não tem marco regulatório para a nova tecnologia.

Estadão
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