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Política

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Especialistas da ONU dizem que atuação da Meta pode comprometer eleição e pedem reparações

Observadores pediram à Meta que avalie se os sistemas de moderação, recomendação e inteligência artificial acabaram restringindo de forma desproporcional um dos candidatos que disputam o segundo turno das eleições

21 out 2026 - 14h59
(atualizado às 16h15)
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Resumo
Especialistas da ONU alertaram que a atuação da Meta pode comprometer a eleição presidencial brasileira por falta de isonomia. A manifestação decorre de queixas da campanha de Lula sobre prejuízos no alcance e engajamento nas redes da empresa, o que favoreceria o adversário. O órgão internacional cobrou explicações e reparações da big tech por falhas algorítmicas, pediu regras aplicadas sem discriminação e reforçou a necessidade de um Judiciário eleitoral independente e imparcial.
Conselho da Meta apontou falhas recorrentes em moderação eleitoral no Brasil
Conselho da Meta apontou falhas recorrentes em moderação eleitoral no Brasil
Foto: Divulgação / Estadão

BRASÍLIA - Especialistas independentes da Organização das Nações Unidas (ONU) emitiram uma nota nesta quarta-feira, 21, expondo "preocupações" com a atuação da big tech Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, na eleição presidencial brasileira. Segundo os observadores da ONU, a falta de isonomia pode comprometer o pleito.

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"Os especialistas alertaram que tais restrições podem afetar o acesso à informação, a liberdade de reunião pacífica e de associação, além de comprometer as eleições quando as liberdades fundamentais não são respeitadas durante todo o processo eleitoral", diz a nota assinada por nove especialistas independentes em direitos humanos ligados ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Os especialistas pediram à Meta que avalie se os sistemas de moderação, recomendação e inteligência artificial acabaram restringindo de forma desproporcional um dos candidatos que disputam o segundo turno das eleições. Também foram exigidas explicações e reparações de eventuais falhas sistêmicas.

"Também pediram que a empresa forneça explicações e mecanismos de reparação adequados, aplique as regras de forma consistente e sem discriminação, mantenha um diálogo transparente com a sociedade civil e garanta que reclamações possam ser tratadas durante o período eleitoral", diz a nota.

Observadores internacionais da ONU disseram estar preocupados com a informação de que um candidato tem seus conteúdos políticos prejudicados por falhas sistêmicas nas plataformas da Meta, que acabam favorecendo o opositor. Apesar de a nota não explicitar, as denúncias foram feitas pela campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se queixa de prejuízos eleitorais por conta dos incidentes.

"Entre os incidentes relatados estão interrupções temporárias da conta de campanha de um dos candidatos; diferenças no engajamento do público, nos feeds dos usuários, na contagem de visualizações e no alcance; restrições a publicações desta campanha no Instagram; e diferenças entre os principais partidos políticos na geração de imagens por IA, nos resultados de busca de canais do WhatsApp, nos Stories dos candidatos e na distribuição de conteúdo político, potencialmente favorecendo a campanha do candidato oposto", afirma a nota.

Sem citar diretamente a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a nota também diz que é preciso que o Judiciário brasileiro seja "independente e imparcial, incluindo os tribunais eleitorais". "É um pilar da democracia", completa o comunicado.

Estadão
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