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Política

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Em Aparecida, Alckmin anuncia construção de 'Caminho da Fé' na Dutra

12 out 2026 - 14h38
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Resumo
Em visita ao Santuário de Aparecida, o vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou a inclusão do "Caminho da Fé" na revisão da concessão da Dutra, administrada pela RioSP. O projeto prevê 134 km de calçada e ciclovia entre Arujá e Aparecida para dar segurança aos romeiros. O anúncio ocorre em meio a polêmicas eleitorais sobre a padroeira e atritos com o TSE, sobre os quais Alckmin defendeu a isenção da Justiça e a garantia da liberdade de expressão.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que disputa a reeleição na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou o "Caminho da Fé", que consiste na construção de uma calçada e ciclovia em 134 quilômetros ao longo da Rodovia Presidente Dutra. A declaração foi feita em coletiva de imprensa nesta terça-feira, 12, após visita ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida no interior de São Paulo.

"Este ano é ano de revisão da concessão da Dutra, e incluímos na concessão, o que não estava, o Caminho da Fé, uma calçada saindo de Arujá e vindo até Aparecida. São 134 quilômetros de uma pista ao lado da Dutra e também uma ciclovia. Então, nós teremos a ciclovia e teremos a calçada, para as pessoas não andarem no acostamento da rodovia Dutra ou da Ayrton Senna, o que é muito perigoso", disse. A concessionária que administra a Dutra é a RioSP.

O aceno aos católicos se dá após a polêmica envolvendo a Nossa Senhora Aparecida. Na última semana antes do primeiro turno, começaram a circular publicações que atribuíram falsamente a Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de retirar da Santa o título de Padroeira do Brasil, provocando reações de adversários e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Diante da polêmica, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi acionado e liberou publicações sobre o tema, desde que elas não associem o projeto de lei ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Alckmin foi questionado sobre a fala do presidente Lula neste domingo, 11, que criticou decisões do TSE após a derrubada do canal 'Exército de Lula' no WhatsApp, que foi recuperado posteriormente. Sobre o tema, ele afirmou que é necessário aguardar. "Eu acho que é importante a Justiça ser isenta, a Justiça ser guardiã da liberdade de expressão, da liberdade de política e chegarmos ao dia 25", disse.

Estadão
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