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Política

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'Ele pode escrever, não pode falar', diz Valdemar sobre pedido para Bolsonaro voltar à prisão

Flávio Bolsonaro leu em transmissão ao vivo uma carta assinada pelo ex-presidente; deputado Lindbergh Farias, do PT, anunciou solicitação ao STF para a revogação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

14 jul 2026 - 00h46
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BRASÍLIA - O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, minimizou nesta segunda-feira, 13, a possibilidade de a divulgação da carta escrita por Jair Bolsonaro (PL) afetar a prisão domiciliar do ex-presidente. "Ele pode escrever, não pode falar", disse o dirigente partidário.

Em transmissão ao vivo nas redes sociais no sábado, 11, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) exibiu uma declaração escrita à mão pelo pai, em que ele diz que os seus apoiadores devem "deixar as diferenças" e chama o filho "01? de "meu porta-voz em quem confio".

No domingo, 12, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a revogação da domiciliar do ex-presidente, com o argumento de que Bolsonaro está proibido de se comunicar por redes sociais de terceiros.

Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto em ato em Brasília em maio do ano passado
Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto em ato em Brasília em maio do ano passado
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Valdemar disse ainda que aguarda o desenrolar dos recursos que pedem a soltura de Jair Bolsonaro, mas mostrou ceticismo. "Tinha esperança nisso, mas me desanimaram", afirmou.

Segundo o presidente do PL, a carta escrita pelo ex-presidente serve para dar confiança para a campanha à Presidência do senador, porque reforça que ele é o escolhido pelo pai. Segundo ele, o documento também pode reduzir eventuais confusões em integrantes do partido e da direita que não acompanham as movimentações de perto.

"É muito positiva (a carta), porque quem tem os votos é o Jair Bolsonaro. É o Bolsonaro que tem voto, é ele que tem prestígio. E a carta serve para dar mais confiança para Flávio, que é a melhor escolha que ele poderia fazer", disse. "É importante porque, senão, algumas pessoas que não estão perto (da campanha) podem ficar confusas", acrescentou.

Valdemar tem defendido uma conciliação entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que entraram em conflito por causa da escolha de candidaturas no Ceará. O presidente do PL afirmou esperar que a carta ajude a apaziguar os ânimos entre os dois: "Não podemos ter brigas", disse.

Chamada de "Carta aos Brasileiros", assim como a que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou em 2002, a mensagem assinada pelo ex-presidente reforça o apoio a Flávio na disputa pela Presidência da República.

"O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças, e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, violência e empobrecimento", escreveu Bolsonaro na carta lida pelo filho.

"Meu pré-candidato, meu porta-voz o qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e prosperidade. Um afetuoso abraço a todos na certeza de que juntos tudo faremos para a nossa Pátria", complementou no texto.

Estadão
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