Dilma lançará nova edição do Minha Casa Minha Vida em junho
Governo e empresários do setor da construção estão acertando os últimos detalhes para o lançamento da terceira edição do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, uma das vitrines do governo Dilma Rousseff. Os detalhes do novo programa ainda estão sendo definidos, mas a expectativa é que o programa seja superior à segunda edição, que tem como meta a entrega de 2,75 milhões de unidades habitacionais.
Dilma comandou uma grande reunião na manhã desta segunda-feira que contou com a presença dos ministros do Planejamento, Miriam Belchior, e das Cidades, Gilberto Occhi, presidentes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, além de 12 representantes da indústria da construção. O anúncio da nova etapa do programa está prevista para junho e o programa tem previsão de começar a funcionar no ano que vem.
“Nossa proposta de contratação é de, no mínimo, 3 milhões de unidades habitacionais”, disse o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão. Ele disse que o governo ainda não definiu o volume de casas desta edição nem orçamento, mas acredita que os contratos deverão superar a segunda edição do programa.
“Estamos com a certeza da existência do programa em sua terceira fase. As condições, os custos e o volume ainda são tema de trabalho”, disse o ministro das Cidades, Gilberto Occhi. A expectativa de subsídio da nova fase do programa é de R$ 135 bilhões. Uma diferença que a presidente quer incluir no novo Minha Casa Minha Vida é a instalação de muros nas unidades – para assegurar mais segurança aos beneficiários.
O presidente da CBIC não vê com estranheza o fato de o governo anunciar um programa com início previsto para o ano que vem – quando pode haver mudanças na Presidência da República. “Seria de uma grande irresponsabilidade não dar continuidade a um processo desses”, disse Safady Simão. “Este governo tem de deixar esse projeto encaminhado, independentemente se a presidente vai continuar.”