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Política

Dilma anuncia R$ 2,8 bilhões para obras de saneamento do PAC

6 mai 2014 - 11h38
(atualizado às 12h37)
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A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira a liberação de R$ 2,8 bilhões para obras de saneamento em 635 municípios brasileiros com até 50 mil habitantes. O pacote de investimentos, com recursos da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), faz parte da terceira etapa do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento) e deve beneficiar 5,2 milhões de pessoas, segundo cálculos do governo.

Segundo a presidente, os investimentos no setor de saneamento são ainda mais importantes no cenário atual porque o crescimento da renda tem se mostrado bem superior ao do setor de serviços. De acordo com números apresentados por Dilma, nos últimos 20 anos, enquanto o crescimento do acesso da população a bens de consumo chegou a uma taxa de 320%, os serviços cresceram apenas 48%. Essa defasagem que deverá ser combatida, garantiu a presidente.

“Tivemos um salto no investimento em saneamento. Em 2002, foi investido menos de R$ 1 bilhão. Agora, estamos chegando a R$ 37,8 bilhões. Mas sempre teremos de ter mais investimentos em serviços”, disse.

Ao comentar a comparação dos investimentos realizados, a presidente cometeu uma gafe ao dizer que estava "sofrendo" com as decisões tomadas no período de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma prontamente se corrigiu e afirmou que estava se "beneficiando".

"Daqui a três anos o Brasil será melhor que o de hoje, porque hoje já estou sofrendo, me beneficiando das decisões tomadas no período Lula, e daqui para a frente estarão se beneficiando das decisões tomadas agora", completou.

Dilma afirmou ainda que o governo aprendeu a realizar investimentos no setor. Lembrando que dinheiro aplicado em saneamento é traduzido em mais saúde à população, a presidente comparou o tempo que era necessário há alguns anos para colocar de pé obras de interesse público com o que é feito atualmente.

"No Brasil se levava em torno de seis anos entre a decisão de construir e a construção. Se contar a parte da licitação levava mais tempo. Hoje, o que decidimos fazer nesse exato momento, vai beneficiar a população daqui a dois, três, quatro anos no máximo porque aprendemos a fazer mais rápido”, vangloriou-se, sem detalhar o que teria acarretado essa mudança.

A presidente lembrou que os investimentos realizados em saneamento são ainda mais importantes porque o governo precisa cumprir as metas do Plano Nacional de Saneamento Básico, entre elas a de 99% de cobertura no abastecimento de água potável, 92% no esgotamento sanitário e a universalização da coleta de lixo nas áreas urbanas.

“Falo para cada prefeito que pode contar com o governo federal, vamos continuar investindo nessas áreas que aparentemente não tinham atratividade política. O Brasil superou um passado em que governantes não tinham interesse em investir em saneamento. Achavam que era obra que não rendia voto. A gente devia medir uma parte de um crescimento e uma parte expressiva da riqueza de um país ou nação baseado no fato de cobertura da água e esgoto. Isso é saúde para população”, completou.

Dilma lançou a terceira etapa do PAC 2 a uma plateia lotada de prefeitos justamente no momento em que aparece em queda na comparação com seus adversários na corrida eleitoral para o Palácio do Planalto. Pesquisa divulgada pela CNT/MDA na semana passada aponta perda de intenção de votos da presidente e arrancada dos concorrentes Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Contra a tendência das pesquisas recentes, o cenário aponta para ainda uma indefinição no primeiro turno e a possibilidade da realização de um segundo pleito.

Fonte: Terra
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