Davi Acolumbre mantém quebra de sigilos de Lulinha aprovada pela CPMI do INSS
Base governista alegou que votação foi feita de forma equivocada
O presidente do Congresso Nacional, Davi Acolumbre (União-AP), decidiu nesta terça-feira, 3, manter a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no âmbito da CPMI que apura supostos desvios no Instituto Nacional do Seguro Social.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
A medida foi tomada após a análise de um recurso apresentado por quatorze deputados e senadores da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O grupo acionou a Presidência do Congresso na semana passada, alegando irregularidades na contagem da votação que aprovou, em bloco, mais de 80 requerimentos.
Na primeira votçaão nominal, foram registrados 31 parlamentares no painel eletrônico. Foram 18 votos favoráveis e 12 contrários. Na sequência, a comissão deliberou simbolicamente sobre o pacote de 87 requerimentos. O recurso defendeu que 14 integrantes se manifestaram contra, segundo imagens. Já Alcolumbre sustentou que não seria bastante para formar maioria.
Entre os pedidos aprovados estão a quebra de sigilos de Fábio Luís e solicitações de informações e convocações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. A deliberação ocorreu em votação simbólica durante sessão comandada pelo presidente da CPMI, Carlos Viana (PSD-MG).
Ao analisar o recurso, Acolumbre rejeitou o argumento de que teria havido violação regimental ou constitucional. "Adianto desde logo que este não é um caso de flagrante desrespeito ao regimento interno ou à Constituição Federal. Não há aqui situação que justifique a excepcional atuação desta presidência para anular a deliberação da CPMI", defendeu.
Lulinha passou a ser alvo da comissão após investigados por desvios no INSS mencionarem um suposto vínculo dele com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.