André Mendonça já havia autorizado quebra de sigilo de Lulinha antes de CPMI do INSS
Ministro do STF atendeu a pedido da Polícia Federal ainda em janeiro
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha". A decisão, que atende a um pedido da Polícia Federal (PF), e permitiu o acesso aos dados ainda em janeiro deste ano.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
A medida veio antes mesmo de a CPMI do INSS aprovar, nesta quinta-feira, 26, requerimento para quebra de sigilo bancário do empresário, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Trechos do relatório da PF, veiculados pela TV Globo, indicam que Fábio Luís pode ter atuado como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, apelidado de "Careca do INSS" e apontado como principal operador do esquema investigado. Apesar disso, os investigadores destacam que as referências ao nome do empresário surgiram a partir de declarações de terceiros e que, até o momento, não há elemento que comprove participação direta dele nos fatos apurados no inquérito.
Segundo a apuração, o possível elo entre Lulinha e o chamado "Careca do INSS" seria a empresária Roberta Luchsinger, que foi alvo de busca e apreensão da Operação Sem Desconto, deflagrada para investigar desvios do INSS.
No Congresso, a comissão que investiga o caso aprovou todos os 87 requerimentos que estavam na pauta da sessão desta quinta-feira. Além de Fábio Luís, os pedidos alcançam outros investigados, como Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, ex-parlamentares citados na apuração e até a presidente do Sociedade Esportiva Palmeiras, Leila Pereira.
O governo articulou para que os requerimentos fossem votados em bloco, com o objetivo de rejeitá-los de uma só vez. A oposição, por sua vez, defendia a análise individual de cada item. Ao final, em votação simbólica, o presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), proclamou o resultado favorável à oposição.
Após o anúncio, o ambiente na comissão teve troca de acusações entre parlamentares. A sessão foi interrompida, e a transmissão ao vivo pela TV Senado acabou suspensa.
*Com informações do Estadão
