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Política

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Daniella diz que não haverá cortes em benefícios e que economia virá de combater regalias

14 out 2026 - 22h02
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Resumo
Daniella Marques, coordenadora do plano econômico de Flávio Bolsonaro, afirmou que um futuro governo não cortará benefícios sociais. Segundo ela, a economia virá do corte de gastos em Brasília, com o fim de supersalários, penduricalhos do funcionalismo e despesas em estatais e voos da FAB. Para o emprego, Daniella defende o empreendedorismo e a qualificação profissional, além de apontar a queda geral dos juros como a principal medida para recuperar o poder de compra dos brasileiros.

A ex-presidente da Caixa e coordenadora do plano econômico da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, reforçou nesta quarta-feira que não há intenção de promover cortes em programas sociais em um futuro governo.

Em entrevista ao podcast Papo de Elite, Marques criticou o que considera ser excesso de gastos por parte do atual governo federal e disse que é possível fazer economia sem diminuir o Orçamento voltado aos mais pobres. A economia, segundo ela, virá do combate aos supersalários e às férias de 60 dias dos servidores federais, demais "penduricalhos" e do combate ao "buraco" nas empresas estatais.

Marques também criticou os voos em aeronaves bancados pela Força Aérea Brasileira (FAB) aos quais ministros de Estado têm direito. "Vamos cortar em Brasília, não no Brasil", disse.

Em relação às medidas voltadas para a geração de empregos, a ex-presidente da Caixa pontuou a necessidade de fazer os brasileiros empreenderem e de o governo oferecer especialização aos trabalhadores. "Seremos a ponte e a rampa para as pessoas buscarem mais do que já têm", disse,

Questionada sobre possíveis programas de crédito para jovens poderem, por exemplo, comprar motos para serem entregadores, Daniella disse que até pode haver programas localizados, mas que o importante é reduzir o juro como um todo e devolver poder de compra à população. "Tem que atacar o tumor da doença. Não adianta dar Novalgina para um paciente com câncer", afirmou.

Estadão
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