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Política

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Criticado por Zema e Caiado, Flávio cita 'desserviço' e diz que 'não vai se prestar a esse papel'

Em entrevista a podcast, senador ampliou críticas ao STF e diz que Corte quer interferir na eleição

15 jul 2026 - 19h59
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BRASÍLIA - O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou nesta quarta-feira, 15, a defender união da centro-direita e disse que "não vai se prestar ao papel" de criticar adversários à Presidência, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

"Atacando o Flávio, ou o Flávio atacando o Caiado, ou o Caiado atacando o Zema, acho isso um desserviço e não vou me prestar a esse papel. Vou ficar defendendo o que eu acredito, as propostas que eu tenho", declarou, em entrevista ao podcast Flow.

Flávio reafirmou esperar ir para o segundo e, que nesse, caso, precisará do apoio dos adversários de mesmo espectro. "Não vou ficar aqui atirando em todo mundo, porque, na minha cabeça, sei que mais cedo ou mais tarde, a gente vai ter que estar junto contra o PT. Não faz sentido a gente atacar um ou outro no espectro da centro-direita pensando em poder pensando em quem vai para o segundo turno", falou.

Senador e pré-candidato do PL Flávio Bolsonaro em entrevista ao podcast Flow
Senador e pré-candidato do PL Flávio Bolsonaro em entrevista ao podcast Flow
Foto: @flowpodcast via Youtube/Reprodução / Estadão

Na entrevista, Flávio Bolsonaro aumentou nesta quarta-feira, 15, a carga sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e acusou, sem provas, os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino de tentar interferir nas eleições e usurpar as funções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A estratégia repete o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que costumava atacar os tribunais.

"Estou vendo claramente dois ministros do Supremo tentando interferir na eleição diretamente, que é o Alexandre de Moraes e o Flávio Dino. Eles são integrantes da Primeira Turma do Supremo estão fazendo uma articulação para que essa primeira turma do Supremo seja uma espécie de bypass do Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições", declarou.

Flávio disse que o Tribunal é parcial e prejudica parlamentares de direita e voltou a chamar de "desproporcional" a decisão de Moraes que o proibiu de visitar Jair Bolsonaro por 90 dias. O senador também defendeu o impeachment de ministros do Supremo a partir do ano que vem.

Senador propõe dar internet a beneficiários de programas sociais

O senador afirmou que, se eleito, lançará um programa para levar internet a beneficiários de programas sociais. Segundo ele, sua campanha estima que o custo da medida seria de R$ 2 bilhões - ele não especificou o período de tempo, mas deu a entender que seria anual.

"Já fizemos alguns cálculos sobre quanto seria dar a internet de graça, pelo menos para as pessoas que recebem ali os programas sociais, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o Bolsa Família. O cálculo fica em torno de R$ 2 bilhões. Isso, perto do Orçamento que a gente tem, em trilhões, não é nada", declarou.

Flávio defendeu a digitalização do governo, com a criação de uma plataforma digital para a população ter acesso a cashbacks, cursos de qualificação e acesso a microcrédito para empreender.

"A pessoa precisa de um curso de qualificação, vai ter nessa plataforma e ela vai ganhar um cashback, ela vai ganhar um incentivo dentro desse aplicativo, igual você ganha com seu cartão de crédito. Quando você mais usa, você tem um cashback", disse.

Segundo ele, o mecanismo pode ser usado para reduzir a dependência de programas sociais como o Bolsa Família: "Até chegar a um ponto, se você tem uma manicure que quer formalizar o seu próprio negócio e não sabe como, ela vai saber como fazer nessa plataforma e vai ter um microcrédito aprovado nessa plataforma. Juro baixo para ela poder caminhar com as próprias pernas", disse.

O senador disse que a digitalização favoreceria a inclusão da classe mais pobre na bancarização e que a "Caixa Econômica vai ser Itaú da periferia", numa espécie de "banco de luxo."

Estadão
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