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Política

CPI do INSS aprova convite para depoimento de Galípolo e Campos Neto

Presidente do Banco Central e ex-chefe da autarquia devem depor sobre irregularidades nos empréstimos consignados e papel do BC no Caso Master

19 mar 2026 - 11h42
(atualizado às 13h20)
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BRASÍLIA - A CPI do INSS aprovou nesta quinta-feira, 19, os convites para que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-chefe da autarquia Roberto Campos Neto possam depor à comissão sobre irregularidades envolvendo empréstimos consignados feitos por instituições financeiras.

Além dos consignados, Campos Neto, na mira do governo, e Galípolo, alvo da oposição, serão pressionados sobre a atuação da autoridade monetária no caso do Banco Master. Como a aprovação é de convite, eles não são obrigados a comparecer à comissão.

De acordo com o presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG), o depoimento dos dois só poderá ser marcado caso o prazo de encerramento da CPI seja adiado. A previsão de término das atividades da comissão é no próximo dia 28.

Oposição e governo pediram que Carlos Viana, presidente do colegiado, pautasse os dois convites
Oposição e governo pediram que Carlos Viana, presidente do colegiado, pautasse os dois convites
Foto: José Cruz/Agência Brasil / Estadão

Investigação da Polícia Federal apontou que, durante a gestão de ambos (Campos Neto entre 2019 e 2024, e Galípolo de 2025 em diante), servidores do Banco Central tinham ligações com Daniel Vorcaro, dono do Master.

Um dos suspeitos é Paulo Sérgio Neves de Souza, que foi diretor de Fiscalização do BC entre 2017 e 2023. Ele é apontado como "consultor informal" do banco e vendeu uma fazenda de café por R$ 3 milhões para um fundo de investimentos ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Outro é Belline Santana, que chefiou o Departamento de Supervisão Bancária em 2025. Ele também é acusado pela PF de receber pagamentos de Vorcaro para atuar "de modo informal e reiterado em favor dos interesses" do Master.

Os dois teriam oferecido orientações sobre processos administrativos envolvendo o Master, revisado minutas de documentos que seriam enviados pela instituição ao regulador e tentado influenciar na análise de processos administrativos, segundo a PF.

Os dois foram afastados do Banco Central em janeiro, quando foi aberta uma investigação interna para apurar o caso Master.

A CPI também aprovou o compartilhamento de provas da CPI do Crime Organizado sobre as quebras de sigilo bancário, fiscal, telefônico, telemático de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro

Estadão
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