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Conheça a trajetória política do líder da Câmara, Cunha

Formado em Economia, Eduardo entrou na política pelas mãos do tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor

30 abr 2015
13h51
atualizado às 13h55
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Antes de entrar na política pelas mãos do tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor de Melo, o atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), chegou a trabalhar como corretor de seguros, auditor da empresa Arthur Andersen e economista na Xerox do Brasil. 

Cunha ajudou o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) a se tornar presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, em 2013
Cunha ajudou o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) a se tornar presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, em 2013
Foto: Gustavo Lima / Agência Câmara

A convite de Paulo César Farias, Cunha, formado pela Universidade Cândido Mendes, filiou-se, em 1989, ao PRN e atuou como tesoureiro do comitê eleitoral de Fernando Collor. Após a vitória do "Caçador de Marajás", Cunha foi nomeado para comandar a empresa fluminense de telecomunicações, Telerj, mas foi exonerado da presidência da companhia em 1993, após o impeachment do então presidente.

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O atual líder na Câmara dos Deputados trabalhou alguns anos como operador na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro até se filiar em 1994 ao PPB. Nessa época, ele se aproximou do empresário e deputado federal Francisco Silva (PST), proprietário da rádio evangélica Melodia FM. Apadrinhado por Silva, Cunha começou a frequentar cultos evangélicos e a trabalhar na rádio.

Em 1999 com a nomeação de Silva para a Secretaria de Habitação do Rio durante o governo de Anthony Garotinho (PR). O fiel amigo de Cunha o nomeou como subsecretário e mesmo quando o organismo foi extinto e substituído pela Companhia Estadual de Habitação, indicou-o para a presidência da nova empresa pública. Devido a denúncias de irregularidades em contratos sem licitação e favorecimento a empresas fantasmas, porém, Cunha foi afastado da presidência da companhia em abril de 2000.

Veja também: De PC Farias a Petrobras: oito fatos da trajetória de Cunha
                       'Aborto, só por cima do meu cadáver': polêmicas de Cunha 

No ano seguinte, o economista assumiu uma vaga de deputado estadual na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro pelo PPB. Nessa época, Cunha já estava conhecido à frente da rádio Melodia, mantinha boletins diários para falar de assuntos variados e produzia o programa de Garotinho para a rádio evangélica. Com o apoio do governador do Rio, lançou candidatura a uma cadeira na Câmara dos Deputados nas eleições gerais de 2002 e foi eleito.

Em 2003, Cunha trocou o PPB pelo PMDB, partido que representa até hoje, e três anos mais tarde foi reeleito ao cargo de deputado federal.

A partir daí, seu crescimento foi contínuo. Em 2010, foi novamente reeleito, pelo PMDB, com 150.616 votos, e em 2013 se tornou o líder do PMDB, posição que ocupou até fevereiro de 2015, quando foi eleito presidente da Câmara.

Fonte: Terra

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