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Política

'Chamado de criminosos golpistas resultou no 8 de janeiro', diz Moraes

Ministro do STF apontou Bolsonaro como líder da organização criminosa envolvida tentativa de golpe

9 set 2025 - 13h38
(atualizado às 14h09)
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Resumo
Alexandre de Moraes, ministro do STF, apontou Jair Bolsonaro como responsável pelo "chamado de criminosos golpistas" que resultou na ação de 8 de janeiro, destacando uma série de atos para se manter no poder após as eleições de 2022.

O ministro Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator da ação da trama golpista, apontou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), um dos oito réus do 'núcleo crucial' da trama golpista, como responsável pelo 'chamado de criminosos golpistas que resultou no 8 de janeiro'. O caso continua em julgamento nesta terça-feira, 9. 

A declaração de Moraes se deu durante a leitura de seu voto diante da Primeira Turma do STF. Ao discorrer sobre a linha do tempo da trama golpista, o ministro citou que a reunião entre Bolsonaro e integrantes das Forças Especiais (FE), em 28 de novembro de 2022, visava sua 'manutenção no poder'

"A ausência de um instrumento jurídico de impugnação, como lá atrás o Advogado-Geral da União (AGU) pontuou, só restava um instrumento, a força. GLO, Garantia da Lei e da Ordem, intervenção militar. Claro e cristalino, aqui, é que o objetivo do então presidente, líder dessa organização criminosa que se iniciou lá em junho, pretendiatão e somente o apoio porque, obviamente, sem tropas ele não conseguiria naquele momento", afirmou Moraes. 

Alexandre de Moraes, ministro do STF, durante o julgamento da Ação Penal 2.669
Alexandre de Moraes, ministro do STF, durante o julgamento da Ação Penal 2.669
Foto: Divulgação/Rosinei Coutinho/STF

O ministro destaca que, sem o apoio das Forças Armadas, Bolsonaro recorreu a outro 'ato executório': "Se não conseguir que os comandantes militares apoiem o golpe de Estado, antes de terminar meu mandato, o que eu faço? Continuo demonstrando que não reconheço a legitimidade das eleições, da Justiça Eleitoral, nem dou a vitória a meu adversário". 

Moraes, então, cita a viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos, ao fim de seu mandato em 2022, e afirma a organização criminosa por ele liderada continuou 'influenciando, instigando e coordenando'. 

"O que não conseguiu nesse momento, e que lá atrás já falava -- ele, réu, Jair Bolsonaro -- que 'as Forças Armadas nunca recusaram um chamado do povo brasileiro', então vamos organizar esse chamado do povo brasileiro", cita. 

"E esse chamado, não do povo brasileiro, mas de criminosos golpistas, resultou no dia 8 de janeiro. É uma sequência de atos executórios, em que a organização criminosa, desde o início até o final, pretendia a mesma coisa, a sua perpetuação no poder, independentemente do resultado nas eleições", acrescentou. 

Moraes diz que plano para matá-lo não pode ser ‘banalizado’ e que não foi impresso em uma ‘gruta’:
Fonte: Redação Terra
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