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Política

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Campanha de Lula acusa Meta de interferência eleitoral e vai acionar o TSE

Equipe do presidente relata restrições a anúncios e queda no alcance de publicações no Instagram; segundo a campanha, Meta atribuiu episódios a falhas técnicas

10 out 2026 - 15h15
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Resumo
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que acionará o TSE e a ANPD contra a Meta, acusando a empresa de interferência eleitoral em benefício de Flávio Bolsonaro. A equipe do petista aponta bloqueios a anúncios no Instagram, restrições de busca e desvantagens algorítmicas de engajamento em comparação ao adversário desde 2022. Embora a Meta justifique as falhas recorrentes como problemas técnicos, a campanha sustenta que a sucessão de episódios prejudica a disputa democrática.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusa a Meta de tentativa de interferência eleitoral. Neste sábado, a equipe informou que vai acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e formalizar uma denúncia contra a empresa na Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

De acordo com os assessores, os indícios de intromissão na disputa política começaram em dezembro do ano passado e se intensificaram entre a manhã de ontem e hoje, período em que o perfil do candidato no Instagram ficou impedido de impulsionar conteúdos e veicular anúncios na plataforma.

"Isso significa que, durante todo esse período, a campanha não pode utilizar essa modalidade de impulsionamento, que faz parte da estratégia digital de qualquer campanha política. A empresa alega que essa 'falha' afetou outros anunciantes e mercados, mas não trouxe qualquer evidência disso, muito menos de que esse problema tenha afetado também outros candidatos no Brasil. Mais uma vez, afirma a Meta, foi um 'problema técnico'", diz nota da coordenação da campanha.

A equipe afirma que uma sucessão de problemas técnicos não explicados pela Meta "levanta forte suspeita que a ação da Meta se configure como uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro, em benefício à candidatura de Flávio Bolsonaro".

O documento faz um histórico e afirma que, no dia 10 de dezembro, enquanto a Câmara dos Deputados votava o projeto da dosimetria, as páginas de Lula e de lideranças de esquerda teriam sido retiradas do mecanismo de buscas do Instagram e a localização dos perfis na rede social foi limitada.

À época, ainda de acordo com a campanha, a Meta teria reconhecido o evento e o classificado como um problema técnico. Ainda de acordo com a campanha, no primeiro turno das eleições, a conta de anúncio de Lula chegou a ser retirada do ar e não houve uma justificativa formal da empresa para o acontecimento. A campanha do petista também acusa o algoritmo da Meta de privilegiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e prejudicar o engajamento das ações de Lula nas redes sociais da empresa. Diz que Meta reconheceu essa falha e também apontou "problemas técnicos".

Segundo o partido, um documento produzido pela inteligência da Secretaria Nacional de Comunicação do PT apontou que a página Flávio tinha, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, apesar de ter 17,2% de seguidores a menos.

A campanha também enumera que, no dia 8 de outubro, uma das publicações da conta oficial do Presidente Lula teria tido interrupção no número registrado de visualizações, com impacto em seu alcance. "A Meta admitiu, uma vez mais, 'problemas técnicos'. Essa situação se repetiu com varias publicações e perfis que traziam declarações de apoio à candidatura do Presidente Lula", afirma.

Estadão
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