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Política

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Caiado defende 'choque de realidade' no STF e quer indicar quatro mulheres à Corte

4 set 2026 - 20h04
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Resumo
Em sabatina, o presidenciável Ronaldo Caiado defendeu um "choque de realidade" no STF e prometeu indicar quatro mulheres à Corte para resgatar sua credibilidade caso seja eleito. Caiado criticou a conduta dos magistrados e defendeu o afastamento de Alexandre de Moraes devido a escândalos envolvendo sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele ainda cobrou apuração sobre supostas propinas ligadas a Vorcaro e criticou Flávio Bolsonaro por tentar minimizar as denúncias recentes.

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) disse nesta sexta-feira, 4, que o Supremo Tribunal Federal (STF) precisa tomar um "choque de realidade" e alegou que, caso seja eleito, irá indicar quatro mulheres para ocuparem cargos de ministras que ficarão vagos no próximo mandato.

Em sabatina da Veja nesta sexta-feira, 4, o presidenciável afirmou que em um eventual mandato irá receber as sugestões para o cargo de ministro do STF e avaliar todas. Ele afirmou estar decidido: "Garanto que eu resgatarei a credibilidade do Supremo Tribunal Federal colocando quatro mulheres ali", disse. É a primeira vez que o candidato faz uma declaração neste sentido.

Defesa do afastamento de Moraes

Durante a sabatina, Caiado disse que a atuação de cada ministro Supremo Tribunal Federal (STF) "está deixando a desejar naquilo que é o rigor que se exige de comportamento" e que Alexandre de Moraes não teve o cuidado de se comportar como um magistrado da Corte, defendendo o seu afastamento. Ele se referia à relação do magistrado com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O presidenciável afirmou que o Brasil nunca viu "esse nível de escândalo atingir ministro do Supremo Tribunal Federal". "Então nós não podemos aqui responsabilizar outros poderes", disse. Ele continuou: "A atuação de cada ministro do Supremo está deixando a desejar naquilo que é o rigor que se exige de comportamento ao ter o cargo de ministro do Supremo".

Ele defendeu que, em uma situação como essa, a Corte deveria ter feito o afastamento de Moraes "até que ele realmente pudesse discutir essas provas todas".

O candidato foi questionado sobre a recente revelação de que Vorcaro afirmou em proposta de delação que os R$ 5 milhões doados às campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022 foram um pagamento de propina articulado junto a Gilberto Kassab, presidente do PSD.

"Os dados devem ser apresentados. É um processo não pode ser um processo achismo tem que ser um processo fundamentado. Caberá ao Supremo dar o parecer e o veredicto", disse, ao afirmar que tanto Tarcísio quanto Kassab já negaram a informação.

Caiado voltou a criticar seu adversário Flávio Bolsonaro (PL) e as revelações recentes de repasses de Vorcaro para patrocinar o filme biográfico de Jair Bolsonaro. Para o candidato, Flávio não podia ter dito que isso é um caso de "página virada".

Estadão
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